Em um ano em que há a expectativa pela concretização do projeto para a transformação em S/A, o Botafogo caminha para finalizar uma primeira janela de transferência modesta e “dentro da realidade”, mas bem avaliada internamente. Apesar da atual situação financeira, chegaram reforços para todos os setores e, em um primeiro momento, o grupo é considerado fechado.

Ainda há a busca por um camisa 9 para disputar posição com Pedro Raul e conversas com o meia japonês Honda, mas tais tratativas já estavam em pauta anteriormente. Recentemente, a cúpula foi procurada para saber a possibilidade de iniciar novas negociações, mas a resposta do Alvinegro não foi positiva.

Um dos pontos considerados favoráveis foi a reformulação realizada no grupo, algo feito de acordo com o que a comissão técnica apontou como necessidade. Não à toa, Alberto Valentim, em meio a elogios em relação aos novos nomes, salientou que não houve “loucura” nas contratações.

“Fiquei muito satisfeito com as contratações. Foram pontuais para o que queremos para o ano. Gostei muito, dentro do que o Botafogo tinha de realidade. Sem fazer loucura. Obedecendo critérios que definimos ano passado de característica, forma de jogar, idade… Vai me atender bem. Espero que a gente consiga fazer com que se entreguem ao máximo, como têm feito”, disse em entrevista coletiva realizada ontem (24).

Nesta reestruturação, houve um acordo pela rescisão de Diego Souza e um alinhamento para a diminuição dos vencimentos de Cícero, um dos mais experientes do elenco.

Ao que tudo indica, algumas arestas também foram aparadas. Em áudio vazado em outubro do ano passado, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, membro atuando no departamento de futebol neste período de transição, apontou que não gostaria da permanência de Valentim.

“Eu em 2020 não gostaria de ninguém desse elenco, ninguém. Como titular ninguém, nem técnico nem nada”, disse, em trecho da gravação.

Fonte: UOL