Botafogo e Flu observam ‘mercado interno’ dificultar campanha no Brasileiro Sub-20

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Por FogãoNET

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Wendel tornou-se fundamental no meio-campo do Fluminense. Matheus Fernandes foi titular em partidas decisivas do Botafogo por Libertadores e Copa do Brasil. Embora tenham espaço nos times de Abel Braga e Jair Ventura, ambos teriam idade para disputar a segunda fase do Brasileiro Sub-20, que começa esta semana. No caso dos rivais cariocas, antes de se preocupar com adversários, é o “mercado interno” que dificulta a vida dos times de juniores.

Ceder jogadores com idade júnior para a equipe profissional vem exigindo jogo de cintura dos técnicos Celso Martins, do sub-20 tricolor, e Eduardo Barroca, da base alvinegra. No Fluminense, além de Wendel, já estiveram a serviço de Abel o zagueiro Ibañez, o lateral Mascarenhas, o volante Douglas e os atacantes Pedro, Felipe e Patrick Luan.

O Botafogo tem Matheus Fernandes como seu principal nome da base entre os adultos, mas também viu subirem este ano nomes como o goleiro Diego, os laterais Fernando e Victor Lindenberg e o zagueiro Kanu, todos com menos de 20 anos.

— É um processo atípico, que tem até atrapalhado um pouco a questão do resultado na base — avalia Barroca: — Mas nosso grande objetivo, que é preparar jogadores para o time profissional, está sendo muito bem feito.

No caso do Botafogo, as perdas para a equipe adulta coincidiram com a queda no Estadual sub-20. O time ficou em penúltimo na Taça Rio, depois de ser semifinalista da Taça Guanabara. O Fluminense também acumulou eliminações no Estadual e na Copa do Brasil da categoria no primeiro semestre.

Victor Lindenberg cobra pênalti pelo Botafogo contra o Santos no Brasileiro Sub-20: lateral foi chamado por Jair Ventura para atuar no time principal
Victor Lindenberg cobra pênalti pelo Botafogo contra o Santos no Brasileiro Sub-20: lateral foi chamado por Jair Ventura para atuar no time principal Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Campeão do Brasileiro em 2015, o Tricolor estreia na segunda fase contra a Chapecoense amanhã, às 18h30, em Edson Passos, e terá ainda Cruzeiro e São Paulo em seu grupo. Na outra chave, o atual campeão Botafogo joga quinta-feira, às 19h15, contra o Coritiba, no Nílton Santos. Depois encara Grêmio e Atlético-PR. Os dois melhores de cada grupo avançam para as semifinais.

Plano de carreira no Tricolor

No caso do Fluminense, houve até mudança de comando técnico após as eliminações. Celso Martins substituiu Thiago Gomes em maio e teve dificuldades no Brasileiro Sub-20: a equipe ficou à beira de cair na primeira fase e só conseguiu avançar na última rodada porque, além de ter vencido o Atlético-MG fora de casa, contou com um empate do São Paulo com o Figueirense.

— Jogadores como Wendel, Douglas e Pedro trariam um peso técnico ao time sub-20, mas chega um momento em que eles já desenvolveram o que era possível — avalia Celso, que dará lugar ao uruguaio Leo Percovich no próximo mês.

Além dos nomes cedidos à equipe profissional, o Tricolor empresta jogadores em idade sub-20. O Flu-Samorin, parceria do Tricolor na Eslováquia, conta com três jogadores de Xerém: o lateral Gabriel, o volante Nascimento e o atacante Schutz.

Outros sete atletas foram emprestados ao Boavista para as disputas da Série D e da Copa Rio. O gerente-geral da base tricolor, Marcelo Teixeira, explica que o plano de carreira para os jovens da base envolve o conhecimento de outras culturas, para estimular o amadurecimento esportivo e também pessoal.

— Sempre emprestamos sabendo que vai enfraquecer a equipe sub-20. Complica a disputa por títulos, mas não tem problema — garante.

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