Nem com os preços promocionais dos ingressos o Campeonato Estadual resgatou os tempos de glória. Sem os craques de outrora e com a bagunça às vésperas da abertura da competição — crise entre Federação de Futebol do Rio, Flamengo e Fluminense —, 31.838 torcedores se aventuraram a assistir os oito jogos da primeira rodada — média de 3.980 pagantes. Embora o público tenha sido superior ao de 2014, os clubes amargaram prejuízo: a receita de bilheteria ficou 30,7% inferior.

No Moacyrzão, Flamengo e Macaé registraram o maior público. Somado ao clássico do Sul Fluminense, entre Volta Redonda e Barra Mansa, foram 18.646 pagantes. Isso representa 58,5% do total da rodada. Quantidade que nem de longe é para ser comemorada. Como comparação, na estreia do Corinthians contra o Marília, pelo Campeonato Paulista, foram mais de 25 mil pagantes. A renda? Nada menos do que R$ 1 milhão.

— Foi um evento raro. O clássico entre Barra Mansa e Volta Redonda nunca aconteceu na primeira divisão. Dificilmente vamos ter um público deste tamanho de novo — explicou o técnico do Barra Mansa, Wilson Leite.

A média de torcedores com bilhetes mais baratos subiu 37,81% na comparação com 2014, com o valor médio do ingresso caindo quase pela metade. No último final de semana, quem quis se aventurar nos campos do estado pagou R$ 17,83 em média, bem menos que os R$ 35,46 de média da estreia em ano de Copa do Mundo. No ano passado, 2.880 pessoas, em média, assistiram à 1ª rodada.

A soma do pequeno público com os ingressos mais baratos deu em prejuízo. A arrecadação total na primeira rodada caiu de R$ 819.410,00 em 2014 para R$ 567.690,00 este ano. Apenas Flamengo, Macaé e Barra Mansa tiveram pequeno lucro.

— Futebol é muito caro. Temos uma ideia de que precisamos de 8 mil pagantes para não sair no prejuízo. Mas cobrar do torcedor quando temos um custo de vida muito alto, vira uma faca de dois gumes — afirmou Márcio Padilha, vice de comunicação do Botafogo.

O Fluminense preferiu esperar para se posicionar sobre as variações deste ano em relação a 2014. Flamengo e Vasco não quiseram se pronunciar.

Fonte: Extra Online