Botafogo perde R$ 30 milhões sem Engenhão e busca solução

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 A interdição do Engenhão impediu a entrada de R$ 30 milhões aos cofres do Botafogo, segundo o presidente Maurício Assumpção. O dirigente, que retomou o cargo nesta segunda-feira, após período de licença por causa de problemas de saúde na família, afirmou que o clube sofre financeiramente em 2013 principalmente por causa do fechamento do estádio. Assim, ele diz que o Alvinegro busca uma solução para recuperar esse valor, que seria arrecadado através de publicidade no local.

Inicialmente, Assumpção não revela quais são os planos do Botafogo para reaver essa verba. Após ser pressionado, no entanto, o dirigente admitiu o que o UOL Esporte já havia adiantado. A diretoria busca vender atletas para recuperar essa verba e manter os salários em dia até o fim do ano.

“Essa situação da interdição do Engenhão foi complicada para o Botafogo. Tínhamos uma receita do estádio entre R$ 25 milhões e 30 milhões. De uma hora para outra perdemos isso. Temos que refazer o planejamento, mas como? O trabalho da diretoria é esse: refazer uma operação e recuperar esses R$ 30 milhões para fechar o ano da maneira esperada. Não é fácil, mas vamos chegar lá. Porém, isso deve ser rápido. Senão gera insatisfação no elenco e é justo que tenha”, disse.

“Pode ter venda parcial de atletas, percentuais. É um saída para essa crise financeira sim. A questão da venda de atletas é clara e não é só no Botafogo. Alguns contratos têm o preço da rescisão fixado. Não podemos dizer sim ou não. Se chegar a verba que reza no contrato e for desejo do atleta, não temos o que fazer. Pagou a multa e o jogador quer ir não tenho o que fazer. Como faz? Amarro ele em uma cadeira?” , indagou.

Atualmente, o Botafogo deve dois meses de direitos de imagem, um mês de salário na carteira, além de premiações. Maurício Assumpção revela ter se reunido nesta terça com quatro líderes do grupo para discutir o assunto. O presidente lamenta a situação e elogia a postura dos atletas neste momento delicado.

“Conversamos com líderes do elenco. Tivemos uma reunião  com quatro deles nesta terça. Não temos ultimato por parte deles, nunca teve isso. Por isso estamos ainda mais desconfortável. A cobrança deles é outra, é feita de outra forma. Isso deixa a gente ainda mais chateado pela situação. Não é algo que queríamos viver. Tecnicamente é o melhor elenco dos meus quatro anos  no Botafogo”, finalizou.

Fonte: UOL

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