Botafogo quer usar acordo do Flu para reduzir penhoras

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 O Botafogo já traçou uma estratégia para equacionar um dos fatores que agravam ainda mais a crise financeira vivida pelo clube. Para reduzir as penhoras com a Fazenda Nacional, o Alvinegro monitora as negociações entre o órgão e o Fluminense e vai utilizar o acordo do time rival a seu favor para conseguir o objetivo de pagar a dívida de forma parcelada, sem comprometer o dia a dia.

A medida será uma espécie de drible na Fazenda, já que o Botafogo vive situação delicada. Com mais de R$ 100 milhões de dívidas com a Receita Federal – imposto de renda e contribuições previdenciárias não recolhidas -, o Alvinegro tem pouco a oferecer como garantia e conseguir seu próprio acordo.

O Botafogo atualmente conta com três sedes que poderiam ser incluídas no processo: General Severiano, Mourisco e Sacopã. No entanto, a primeira é tombada pelo patrimônio histórico, além de ser envolvida em um contrato de 50 anos do shopping existente no local.

Assim, o Botafogo ficaria em uma situação delicada para negociar sua dívida. A solução encontrada foi usar como exemplo o Fluminense, que conta apenas com a sede das Laranjeiras e o centro de treinamento das categorias de base em Xerém. Desta forma, o Alvinegro entende que está em condições semelhantes e também poderia fazer acordo parecido com a Fazenda.

O principal objetivo é reduzir o percentual do valor que é penhorado. Caso isso seja concretizado, o Botafogo terá um alívio nas receitas oriundas das cotas de televisão e teria condições de colocar os salários em dia – atualmente o Alvinegro deve dois meses ao elenco e comissão técnica.

Outro problema é a penhora dos valores relativos às vendas de atletas. O Botafogo ainda não recebeu o dinheiro das transferências de Fellype Gabriel e Andrezinho – R$ 6,5 milhões e R$ 8,8 milhões, respectivamente. Além da dupla, o Alvinegro poderá perder o lucro com o jovem zagueiro Dória, que desperta interesse de clubes europeus e já teve sua possível venda penhorada.

Fonte: UOL

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