Identidade é o reconhecimento de uma pessoa ou empresa de acordo com as suas características. No futebol, é determinado pelos conceitos que apresenta dentro de campo. A frase dita por Alberto Valentim após a vitória contra o Vasco, neste sábado, se aplica perfeitamente ao cenário vivido pelo Botafogo: além de triunfar dentro de São Januário, o Alvinegro encontrou o caminho para recuperar o estilo de jogo que tanto o notabilizou.

– Poucas partidas não fomos organizados, contra o São Paulo jogamos muito bem, mas não saímos vitoriosos. Essa é a identidade do Botafogo e vamos seguir assim até o fim do campeonato. Hoje a gente conseguiu fazer um jogo com menos posse, mas foi um jogo muito organizado. Ganhar aqui é muito difícil, vitória muito importante – disse o treinador.

O Botafogo vinha de três partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, mas a mudança no esquema tático proposta pelo treinador fez a equipe jogar bem mesmo quando não saia de campo vitorioso. A partida contra o São Paulo, citada por Valentim, foi um exemplo, mas o triunfo contra o Vasco fez a maior virtude da equipe vir à tona: a organização.O Alvinegro entrou em campo com três mudanças: o volante Jean no lugar de Matheus Fernandes, o meia Marcos Vinicius no lugar de João Pedro e o atacante Aguirre no lugar de Luiz Fernando. Mesmo com tantas peças trocadas, o que se viu foi um Botafogo compacto, com bons contra-ataques e que sabia o que estava fazendo quando tinha a bola.

Logo aos três minutos, o gol marcado por Kieza mostrou essa postura elogiada por Valentim. A construção da jogada iniciou no campo de defesa até chegada em Jean, que avançou à linha de fundo e cruzou rasteiro para o camisa 9 balançar as redes. Após o tento, o Alvinegro teve maior posse de bola, criava mais chances e empurrava o Vasco contra seu campo no primeiro tempo.

Não demorou para o segundo gol sair. Igor Rabello aproveitou a bola área para marcar, mas o Botafogo poderia ter ido para o intervalo com um placar mais elástico. O 4-2-3-1 de Alberto Valentim tinha suas ideias claras: quando o Vasco tinha a bola, o Botafogo se fechava e saia em contra-ataque de maneira organizada. Com ela, atacava em blocos até chegar na área adversária.

Com o segundo tempo, veio o cansaço e a necessidade de poupar os atletas. O desgaste era visível e mostrava o tamanho do esforço alvinegro. Sete atletas desabaram após o árbitro Raphael Claus apitar o final da partida. É um tática que cobra seu preço, mas mostra que o Botafogo reencontrou seu caminho.

Fonte: Terra