Até às 21h30 da última noite, a campanha do Botafogo nas Copas em 2019 fazia o torcedor crer que o vexame no Carioca seria abafado com uma vitória convincente diante de um cambaleante Juventude. Mas, no Nilton Santos, o que se viu foi uma equipe sem apresentar evolução e sair com um frustrante empate em 1 a 1, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

A pressão em cima de Zé Ricardo é enorme, o que é natural quando o torcedor vê uma engrenagem emperrada e sem exibir resultados satisfatórios. De folga nesta sexta, o elenco alvinegro terá cinco dias para se preparar e entrar em uma melhor sintonia – já apresentada na reta final de 2018 – com o técnico para que haja reestruturação tática e uma performance melhor em Caxias do Sul.

– Infelizmente, com o gol, a proposta deles (Juventude, que saiu na frente do marcador, após falha de posicionamento em bola parada) foi fortalecida. Corrigimos erros após o intervalo, mas faz parte do futebol. Chegamos ao empate, tivemos chance de virar em quatro ou cinco oportunidades. O goleiro deles teve uma participação brilhante, e a vitória não veio. Vamos trabalhar bastante. Temos condições de trazer a classificação de Caxias do Sul – comentou Zé Ricardo, na entrevista coletiva após o duelo.

No início da etapa inicial, pouco antes de sair o gol do Juventude, o Botafogo esboçou uma movimentação interessante com João Paulo e Alex Santana paralelos, e Cícero mais recuado, com a bola. No entanto, a expulsão de João borrou o desenho tático, apagado de vez na etapa final – cuja pressão se deu apenas na base do abafa e sem organização alguma.

O jogo da volta será na próxima quinta-feira. Até lá, as críticas seguirão ecoando a todo vapor. Ou seja, nada de paz, que só virá no caso de uma classificação à próxima fase da Copa do Brasil, essencial para que Zé inicie o Brasileiro com respaldo para trazer uma esperada identidade à equipe.

Fonte: Terra