O Botafogo viajou para o Equador com o objetivo de manter a liderança do Grupo 2 da Libertadores. Para que isso ocorra, o time terá que vencer o Independiente José Terán nesta quarta-feira, às 19h45, no estádio Rumiñahui, em Sangolquí. O problema é que o Alvinegro não sabe o que é triunfar fora do território brasileiro há 21 anos – a última ocorreu em 1993, quando a equipe venceu o Caracas, na Venezuela, pela Copa Conmebol.

Curiosamente, o tempo sem vitórias internacionais coincide com o famoso jejum que o Botafogo passou sem conquistar um título sequer entre 1968 e 1989, quando bateu o Flamengo na final do Carioca, com o histórico gol de Maurício.

Para o jogo desta quarta-feira, o Botafogo terá força máxima. Lodeiro e Jefferson já retornaram de amistosos pelas seleções uruguaia e brasileira, respectivamente, e estão confirmados. Ao contrário do que ocorreu em grande parte do Campeonato Carioca, o Alvinegro não poupará nenhum atleta, já que a Libertadores é total prioridade no clube.

Como não poderia ser diferente, o Botafogo não tem no adversário sua única preocupação. Os 2,5 mil meros acima do nível do mar também figuram entre as dificuldades a serem enfrentadas neste duelo. Por este motivo, o clube decidiu repetir a tática utilizada na partida contra o Deportivo Quito, quando chegou à cidade apenas no dia do confronto.

No Botafogo a única dúvida era Marcelo Mattos, que foi poupado e não participou do treinamento de segunda-feira. Ele, no entanto, se recuperou, participou normalmente da atividade desta terça, em Guayaquil, e está confirmado para a partida.

Rival teme artilheiro da Libertadores

Enquanto o Botafogo teme altitude, o Independiente José Terán tem outras preocupações. O problema tem nome e atende por Wallyson, o artilheiro da Libertadores com 4 gols. O atacante do Alvinegro não terá vida fácil e sentirá a potencia da marcação. Pelo menos é o que garante o zagueiro Fernando León.

“O Botafogo tem jogadores muito rápidos pelos lados. Na frente tem um atacante [Wallyson], que se consegue receber a bola e girar, ou se acertar uma cabeçada, faz o gol. Não se pode dar um centímetro a ele desde o primeiro minuto e, além disso, devemos fazê-lo sentir a marcação”, disse o defensor.

INDEPEDIENTE JOSÉ TERÁN-EQU X BOTAFOGO

Data e horário: 12/03/2014, às 19h45 de Brasília (quarta-feira)
Local: Estádio Rumiñahui, em Sangolquí, no Equador
Árbitro: Manuel Garay (PER)
Auxiliares: Raúl López (PER) e Braulio Cornejo (PER)

INDEPENDIENTE JOSÉ TERÁN-EQU
Azcona; Nuñez, Lamas, Bermeo e Pineida; Rizotto, León, Vasquez e González; Arroyo e Sornoza
Técnico: Pablo Repetto

BOTAFOGO
Jefferson; Edílson, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel, Jorge Wagner, Lodeiro e Wallyson; Tanque Ferreyra
Técnico: Eduardo Húngaro

Fonte: UOL