Ainda muito abatido com a tragédia envolvendo a Chapecoense, clube que defendeu até o ano passado, Camilo conversou com a imprensa nesta quarta-feira. Inevitavelmente, o acidente aéreo, que completou oito dias, ainda foi assunto.

Camilo tentou sorrir, mas ainda é muito difícil, especialmente pela proximidade com familiares de alguns atletas que morreram no acidente. O camisa 10, por exemplo, fretou um avião para ajudar a família de Bruno Rangel a chegar a tempo do enterro, no último domingo, em Campos. A Chapecoense custeou todo o trajeto até a volta ao Rio de Janeiro, no domingo pela manhã. No entanto, os parentes de Bruno teriam poucas horas para chegar ao enterro, no Norte Fluminense.

– Fui para Chapecó para a cerimônia (velório coletivo, no sábado), mas nos bastidores foi uma correria e tentamos auxiliar as famílias. Percebemos uma dificuldade enorme, e me senti desesperado. Não podia ver a família do meu amigo (Bruno Rangel) passar por essa situação. Ajudei a levá-los o quanto antes. Fiz isso, um grupo de jogadores me ajudou nessa questão. O Roger (ex-Ponte Preta), o William Barbio e outros atletas. A associação de jogadores vai me ressarcir esse valor. Foi bom que eles puderam chegar

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Camilo também falou sobre o Grêmio, a briga por uma vaga na Libertadores, sua vontade de seguir por muito tempo no Botafogo e levou na brincadeira o fato de ter ficado fora da disputa do Puskas.

Fonte: Globoesporte.com