A classificação em primeiro lugar do grupo e a consequente certeza de que o Botafogo se livrou de enfrentar algum daqueles adversários mais cabeludos nas oitavas da Libertadores já fazem o meia Camilo se enxergar no espelho de forma diferente. A vasta cabeleira cultivada desde 2014 é dúvida para a próxima temporada.

– Se o Botafogo for campeão, dá para a gente pensar (em cortar), dá para pensar – disse o cabeludo, ainda sem convicção, ao ser desafiado por um internauta durante um live no Facebook do Jornal Extra, ontem.

Mais importante do que decidir qual será o futuro dos cachos é recuperar o bom futebol que o transformou cedo em ídolo da torcida do Botafogo. Na próxima quinta-feira, Camilo completa um ano de Botafogo. Depois de ter marcado seis gols em um semestre, a fartura acabou em 2017. O meia balançou a rede apenas uma vez, na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético Nacional, em abril, pela Libertadores, no Atanasio Girardot.

– Os gols não estão saindo. O torcedor vê por esse lado – admitiu Camilo, que não viajou com o time para o jogo contra o Estudiantes, na Argentina, para evitar o desgaste físico: – Com a chegada do Montillo, joguei em outra posição e precisei me adaptar. Mas tive grandes jogos na Libertadores depois que voltei a jogar na minha função. Senti um pouco a falta de preparação. A Pré-Libertadores tirou isso. Mas daqui a pouco os gols vão sair.

Aos 31 anos, Camilo tem mais facilidade de olhar para trás do que para a frente. O vínculo com o Botafogo termina em maio do ano que vem, e, sem a certeza do futuro, ele valoriza os bons momentos vividos no Botafogo em um ano de trabalho.

– Minha maior alegria em um ano de clube foi a classificação para a fase de grupos da Libertadores. Foi muito legal a disputa de pênaltis contra o Olimpia. Inesquecível ter participado dos pênaltis. Ali, a gente ganhou força e confiança.

Fonte: Blog da Marluci Martins - Extra Online