A chegada do volante Bruno Silva ao treino do Botafogo foi tensa na tarde desta sexta-feira. Na entrada do Estádio Nilton Santos, cerca de 25 torcedores faziam um protesto contra o desempenho do time no Campeonato Brasileiro quando o camisa 8 chegou, por volta das 16h06, e teve o seu carro empurrado pelos alvinegros.

Bruno abaixou o vidro do veículo para tentar conversar com os torcedores, mas só ouviu críticas e reclamações após o gesteo feito por ele, durante a substituição no duelo contra o Atlético-GO, quando o Botafogo perdeu por 1 a 0, no Nilton Santos, peço Brasileiro. Os torcedores estavam muito exaltados e os seguranças tiveram que afastá-los do atleta.

Durante o jogo, boa parte da torcida já expressou sua frustração. Alguns colocaram faixas de cabeça para baixo e outros se manifestaram no portão de saída do Nilton Santos logo após a partida. Além do resultado negativo, uma atitude de Bruno Silva revoltou parte dos botafoguenses: ao ouvir vaias quando foi substituído, ele fez um gesto com as mãos que parecia indicar sua saída do clube.

Torcedores do Botafogo cercam o carro do volante Bruno Silva.

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Nesta sexta-feira, ele se desculpou e afirmou que estava de “cabeça quente”. Membros da diretoria vão se reunir para definir o que fazer em relação ao jogador – é possível que seja aplicada uma multa. Além disso, o empresário dele, Carlinhos Sabiá, está no Rio de Janeiro para uma reunião com dirigentes do Botafogo.
Veja na íntegra o pedido de desculpas:

“Foi uma noite difícil de dormir. Primeiro pela derrota. Quem me conhece sabe o quanto fico chateado quando tenho um revés. Ainda mais como o de ontem que deixou mais difícil a nossa situação em busca da vaga na Libertadores. Também foi complicado pegar no sono pela minha postura perante a torcida do Botafogo.

Quero, humildemente, pedir desculpas pelo que fiz na partida. Foi algo impensado, de cabeça quente.

Logicamente estou chateado com algumas críticas que venho recebendo, principalmente no que diz respeito à falta de comprometimento. Desde que cheguei ao clube no começo de 2016 atuei em mais de 80% dos jogos do Botafogo. No total, são 110 partidas pelo Fogão. Em muitas delas, jogando no sacrifício, no limite das condições físicas, mas tudo em prol do clube e para ajudar meus companheiros e a comissão técnica.

Nada como um dia após o outro. Apesar das poucas horas de sono, levanto com o sentimento de culpa pelo que fiz, mas também muito motivado em fechar esse ano com chave de ouro. Faltam três batalhas e farei de tudo para, novamente, ajudar a colocar o Botafogo no lugar que merece, entre os gigantes da América #fechadocomofogao #rumoalibertadores #foco #fe #raça”, escreveu.

Fonte: Extra Online