O Botafogo não vai desistir do caso William Arão. Em entrevista ao blog “Bastidores FC”, do Globoesporte.com, o vice-presidente jurídico do clube, Domingos Fleury, diz que levará o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O Alvinegro teve decisões desfavoráveis em primeira e segunda instâncias no processo que move contra o jogador, atualmente no Flamengo, e agora teve negado o seu recurso de revista ao TST – o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no Rio não admitiu que o recurso fosse para a instância superior.

– Isso já era esperado, o TRT iria manter a decisão dele. Mas nós vamos entrar no TST com um recurso em que só o TST poderá julgar. Vamos virar esse jogo com um gol aos 50 do segundo tempo – disse Fleury.

O Botafogo reclama da decisão da justiça em 2015 que tornou inválida a cláusula de renovação automática em caso de depósito de R$ 400 mil, por entender que o contrato fere a nova resolução da Fifa que proíbe investidores de ter direitos econômicos de atletas. O depósito foi devolvido duas vezes por Arão, que já tinha acertado as bases com o Flamengo.

Na visão da juíza da 27ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, o próprio volante foi considerado seu “investidor” e dono de parte do montante econômico na renovação. O Botafogo discorda da interpretação e por isso leva o caso adiante. O advogado de Arão, Bichara Neto, acredita que o Botafogo ainda pode, sim, ir ao TST:

– O recurso não foi admitido, mas eles ainda podem entrar com agravo de instrumento para o TST. Foi aqui no tribunal. O tribunal aqui não permitiu a subida do recurso para Brasília, o julgamento é feito pelo TST, mas o juízo de admissibilidade é feito pelo tribunal local, no caso o TRT aqui do Rio, que não autorizou a subida do recurso de revista. Esse agravo de instrumento seria para rever essa decisão lá pelo TST. Eles em tese podem entrar – explicou Bichara Neto.

Fonte: Globoesporte.com