As trocas de farpas entre Botafogo e Flamengo não param. Após o clássico pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro terminar no empate sem gols, no domingo, o presidente alvinegro, Carlos Eduardo Pereira, alfinetou o maior rival nesta segunda-feira, após o sorteio das quartas de final da Copa do Brasil, realizado na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao canal “Fox Sports”, o mandatário reclamou das condições do Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e negou que o Botafogo tenha interferido para o Rubro-negro não conseguir a liberação da Arena da Ilha.

– Fizemos um contrato de locação com a Portuguesa no ano passado, recebemos o estádio, realizamos as obras, conseguimos todas as licenças, realizamos os jogos lá e devolvemos o estádio como recebemos. O que veio depois, eu não tenho como fazer nenhum comentário– disse o dirigente, que reclamou do gramado ruim:

– O Botafogo tem estádio e se dependesse dele, o jogo seria num estádio de qualidade, num gramado de qualidade. Me espanta porque eles criticavam muito o gramado da Arena Botafogo no ano passado, e ontem nos levaram para um estádio cujo o gramado era de péssima qualidade e causou duas contusões graves nos nossos atletas. Então, não é esse tipo de profissionalismo que o Botafogo prega no futebol.

Questionado sobre as palavras do zagueiro Réver e do meia Diego, que após o jogo insinuaram que o Botafogo influenciou a troca do estádio, Carlos Eduardo Pereira riu e chamou os atletas de “desinformados”

– Eu vejo os atletas inteiramente desinformados, porque o regulamento do campeonato é muito claro, no sentindo de que é atribuição do mandante a indicação do estádio. Tanto o estádio da Portuguesa, quanto de Volta Redonda foram indicações do mandante, não do Botafogo, que não tem nada com isso – afirmou o dirigente, que ainda completou.

O assunto Flamengo não parou. O presidente do Botafogo comentou sobre o interesse do rival no atacante Sassá, que já negocia para sair de General Severiano. Ao “Fox Sports”, Carlos Eduardo Pereira disse que a escolha é do jogador e que tem seis clubes interessados nele. Ao ser indagado sobre a possibilidade do goleiro Jefferson deixar o time e jogar no Rubro-negro, o mandatário foi enfático:

– Esse interesse é indiferente, porque a lei faculta o jogador a assinar pré-contrato com qualquer clube, não vemos problemas. A questão do Sassá é completamente diferente do Jefferson. Jefferson vem de um ano parado, tem uma relação muito profunda com o Botafogo e é claro que a gente não espera que aja esse tipo de postura da parte dele. Com relação ao Sassá, é um direito dele, uma vez que houve uma tentativa de renovação e a pedida dele foi bastante fora da nossa realidade financeira – disse.

O dirigente afirmou que o Botafogo tem interesse em receber uma proposta oficial o mais breve possível, já que o jogador sairá de graça a partir de 1 de janeiro de 2018, já que seu contrato termina no dia 31 de dezembro.

– Foi fundamentalmente, uma questão financeira não termos feito a renovação. É claro que o clube fica fragilizado com a Lei Pelé, que permite que o jogador com seis meses de antecedência já assine um pré-contrato. Temos sido muito procurados por outros clubes, por empresários e estamos aguardando propostas concretas para antecipar a liberação do atleta, que tem contrato conosco até 31 de dezembro. Entre clubes e empresários, acredito que tem meia dúzia de times interessados.

Fonte: Extra Online e Fox Sports