A partir desta quinta-feira (3), Carlos Eduardo Pereira deixará de ser presidente do Botafogo. O atual mandatário assumirá o cargo de vice-presidente de seu sucessor, Nelson Mufarrej, encerrando uma gestão que viu o Fogão sair de uma equipe desacreditada a um time que chegou longe na Libertadores.

Em entrevista ao Globoesporte.com, CEP fez uma avaliação sobre seu período dirigindo o clube. O dirigente se arriscou mesmo a dar uma nota para seu desempenho como presidente do clube da Estrela Solitária.

“Eu daria uma nota 7. Dá para passar. mas ainda tem muita coisa para ser feita. Acho que se a gente conseguir mais gestões nota 7, a gente vai longe”, afirmou Pereira, que também falou sobre as dificuldades e os bons momentos de sua gestão.

“Tudo foi muito difícil. O começo foi a pior parte, porque você tinha de destravar a camisa de força. Naquela virada de 2014 para 2015, você tinha que fazer omelete, mas não tinha nenhum ovo. Esse foi o momento mais complicado, não que tenha sido o único. Ter o CT foi bacana, mas diria que o momento mais feliz foi em Medellín, quando o Botafogo voltou a vencer uma partida fora de casa pela Libertadores (contra o Atlético Nacional). Entrei em campo, fui na torcida e foi muito emocionante. Um momento mágico e praticamente inesperado, um momento daqueles que você não se esquece”, disse.

Se revelando ‘orgulhoso’ com seu mandato como presidente do Fogão, o dirigente assegura que, com Mufarrej, o time seguirá a mesma linha que vem sendo feita nos últimos anos. Com a sua presença na diretoria.

“É o maior orgulho da minha vida (ter sido presidente), sem dúvida alguma. Hoje até estava pensando, desde a gestão do (Carlos Augusto) Montenegro, o normal tem sido presidentes se reelegerem ou se afastarem do clube depois das gestões. Não farei uma coisa nem outra. Isso demonstra que o grupo que está reunido tem uma enorme afinidade. E vamos seguir o trabalho”, declarou CEP.

Fonte: Torcedores.com e Globoesporte.com