Após a grande confusão ocorrida no Estádio Nilton Santos, no último domingo (12), o Botafogo segue repudiando e lamentando todo o ocorrido nas entradas do seu estádio. Na tarde desta segunda-feira (13), o Presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, atendeu com exclusivide a equipe de reportagem da Rádio Transamérica e apontou que a torcida do Flamengo não é bem vinda na casa alvinegra. O mandatário ainda aproveitou para lamentar em público o falecimento do torcedor alvinegro, o momento agora é de buscar soluções para esses tipos de comportamentos.

Durante a manhã, a notícia que muito foi dita era de que o clube proibia que o Rubro-negro jogasse dentro do Nilton Santos, não só como mandante, que já acontecia, quanto como visitante também. O dirigente não cravou, mas revelou que o adversário não é bem vindo e espera bom senso da FFERJ:

– O Botafogo faz parte de um campeonato promovido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Esse tem um regulamento e não podemos rasgá-lo assim, numa atitude unilateral. Podemos manifestar que não vemos com bons olhos a presença do Flamengo no Nilton Santos, até porque tivemos alguns danos em cadeiras, o que não deveria acontecer. Não é por que um estádio está sob a administração de outro clube que dá o direito do torcedor causar danos. Além disso, principalmente, esperamos que a Federação tenha bom senso e não indique jogo com a torcida do Flamengo em nosso estádio. Eles têm outras alternativas e acho que podem jogar em outro local. Tivemos, recentemente, um Vasco x Fluminense e não tivemos problemas nem confusão. Isso mostra que o problema é a forma de comportamento.

CEP ainda revelou que, antes de todos os jogos, profissionais instruídos se reúnem, junto com a Federação e a Polícia Militar, para montar todo o esquema de segurança e logística do espetáculo. Segundo ele, tudo foi feito pelo clube de acordo com o planejado. No entanto, nem com tudo que estava acontecendo, não souberam avaliar bem um possível adiamento do duelo.

– Acho que todo clássico, especialmente os de maior rivalidade, apresentam uma dose maior de risco. Por isso, realizamos as reuniões operacionais prévias, em que se procura compartilhar as providências necessárias para que o jogo ocorra sem problemas. A PM tem sua visão e a Federação tem a dela. O Botafogo, como sede do jogo, fez tudo que deveria, inclusive indicar o que teria que ser feito. As informações que tivemos ontem foram aquelas passadas pelo nosso vice-presidente executivo e alguns colegas da imprensa, de que havia pouco policiamento. Tudo aconteceu na chegada. Na saída do jogo, o contigente policial já era maior e a situação mais calma. Acho que foi um ponto fora da curva. Fica o alerta para que se tenha um cuidado maior com essas situações, principalmente para se avaliar um adiamente de partida – destacou o presidente.

“Ainda não houve nenhuma conversa com o presidente do Flamengo”

A rivalidade entre os dois clubes aumentou bastante no último ano e a relação entre as partes ficou estremecida, ainda mais com o caso Willian Arão, que deixou o alvinegro para defender o Fla, com o caso ainda na justiça. Outra situação foi a respeito da Arena da Ilha do Governador (Estádio Luso Brasileiro). Apesar do ocorrido neste domingo, Carlos Eduardo Pereira confessou que ainda não houve nenhum tipo de conversa entre os mandatários:

– Não houve contato com Eduardo Bandeira de Mello. É um problema pontual, mas não rotineiro. É fundamentalmente de segurança. Das poucas relações que o Botafogo teve com o Flamengo, nenhuma teve comportamento agressivo. Isso tudo é uma questão de ideia e não vamos abrir mão. Não se pode aceitar que essa divergência possa incitar essa violência fora de campo. Em alto nível, ainda não houve o momento desse diálogo, até porque os presidentes não se envolvem nas partes operacionais das partidas.

Fonte: FutRio e Rádio Transamérica