Botafogo e Fluminense fazem, às 19h, o 31º clássico carioca de 2017. Para o tricolor, será o 15º na temporada. Para os alvinegros, o 13º. Apesar da banalização dos confrontos, há motivo para jogadores e torcidas se animarem com o duelo no Estádio Nilton Santos. Com 21 pontos em disputa até o fim do Brasileiro e a possibilidade de G-9, os dois ainda podem sonhar com uma vaga na Libertadores. Uma meta mais fácil de ser cumprida com a injeção de moral que uma vitória neste sábado daria.

Em sexto, o Botafogo já está lá. Mas sabe que precisa de mais vitórias para a classificação não escorrer pelas mãos. A meta é terminar o campeonato no G-4 e entrar diretamente na fase de grupos da Libertadores. Hoje, a diferença para o Grêmio, atual quarto colocado, é de apenas três pontos.

— Não adianta conseguir vitórias agora e depois perder. Os sete jogos são nossa Copa do Mundo — alertou o técnico Jair Ventura, que não quis falar sobre as especulações sobre sua saída do alvinegro ao fim da temporada. — Estou muito focado nesses jogos e tenho contrato com o Botafogo. Meu foco está nos sete jogos.

O time alvinegro ainda tem uma meta simbólica pela frente. O clube pode superar o quarto lugar de 2013 e fazer sua melhor campanha desde o título nacional conquistado em 1995. No ano passado, o Botafogo ficou em quinto.

No clássico de hoje, a equipe de Jair não terá um jogador importante: João Paulo. Sem ele, a expectativa é que Marcos Vinícius, ausente por suspensão no empate contra o Atlético-MG, volte ao meio-campo. Ele deve jogar ao lado de Matheus Fernandes e Bruno Silva, além de Rodrigo Lindoso, que também retorna de suspensão por cartões amarelos.

— Ele (Marcos Vinícius) demorou um pouco para entrar no ritmo dos demais. É muito bom na parte técnica e agora está conseguindo uma sequência — analisou Jair, falando sobre o jogador que estava no Cruzeiro e foi envolvido na troca que levou Sassá para Minas.

No momento, as ambições tricolores são mais humildes. Em 14º, com 39 pontos, o time de Abel Braga ainda precisa se garantir na Série A. Mas só está a três do Atlético-PR, atual nono colocado, o que o permite a sonhar com o G-9, caso ele se concretize — é preciso que Grêmio e Flamengo se mantenham na zona de classificação (assim como o Cruzeiro) e conquistem, respectivamente, Libertadores e Sul-Americana. Para salvar o fim de ano, sonhar não custa nada.

— Não adianta reclamar do que já aconteceu. Temos que aproveitar o entusiasmo e a identificação que nossos jogadores têm com a camisa do Fluminense para que possamos melhorar o que estamos buscando neste fim de ano — disse o gerente de futebol Alexandre Torres.

O time tricolor que vai a campo hoje é um mistério. A única mudança certa é a saída de Reginaldo. O zagueiro precisa cumprir suspensão por causa do terceiro cartão amarelo, o que abre possibilidade para uma possível volta de Henrique, que não joga desde 10 de setembro devido a uma lesão na coxa esquerda. Gum e Renato Chaves também brigam por vaga na zaga.

Fonte: O Globo Online