Dezessete anos depois, o Botafogo está prestes a retornar à Taça Libertadores da América, e com isso, reacende o sonho do volante Marcelo Mattos, que já disputou a competição em outras três oportunidades, de, enfim, sagrar-se campeão do torneio continental.

“No São Caetano, em 2004, eu tinha só 20 anos, e chegamos nas oitavas de final. Perdemos para o Boca Juniors nos pênaltis, lá na Argentina. Depois joguei pelo Corinthians em 2006 e 2010. Não fui campeão, mas tenho esperança que tenha ficado para esse ano”, disse o volante de 29 anos em entrevista à ‘Rádio Brasil’.

Marcelo tem a derrota corintiana para o River Plate-ARG por 3 a 1, em 2006, no Pacaembu, como o jogo mais marcante de suas participações na competição. Para ele, aquele duelo define o quanto a Libertadores pode ser traiçoeira.

“Fomos os melhores da primeira fase, pegamos os piores. Libertadores tem essas surpresas. Conseguimos bom resultado na Argentina (derrota por 2 a 1) e perdemos no Pacaembu. Serve de lição. A dificuldade é a mesma em casa ou fora”, alertou.

Com relação à altitude, o volante também destacou dificuldade, e relembrou uma partida disputada em La Paz, quando ainda era atleta do São Caetano. Na ocasião, o Azulão enfrentou o The Strongest-BOL. “Ganhamos lá, mas é muito difícil. Em La Paz a falta de ar é maior ainda do que onde nós vamos, em Quito”, analisou.

Antes de finalizar, Mattos elogiou o companheiro, e também experiente em Libertadores, El Tanque Ferreyra, reforço do Glorioso para o ataque alvinegro e vice-campeão da edição passada com o Olimpia-PAR. “É um jogador de estilo matador, tem boa impulsão, bom cabeceio, protege bem a bola. Um jogador que não tínhamos com essas características, e vamos procurar usá-lo da melhor maneira”.

Fonte: FutNet e Rádio Brasil