A Concessionária Maracanã S.A. sinalizou à Federação de Futebol (Ferj) que seria possível reabrir o estádio para as fases finais da Taça Guanabara, desde que o governo aceite o complexo, e as respectivas responsabilidades, do jeito que o Comitê Rio-2016 entregou.

Foi uma resposta extraoficial ao documento enviado à Odebrecht pela Ferj na última sexta-feira, quando a entidade solicitou providências para a reabertura do Maracanã nas semifinais da Taça Guanabara, no dia 25 de fevereiro e primeiro de março, e final desta fase, no dia 5 de março.

Para que isto aconteça, a concessionária Maracanã afirma que o estádio tem que apresentar as condições necessárias de infraestrutura. A Odebrecht e o Comitê Rio-2016 discutem de quem é a responsabilidade pelas falhas apontadas em um laudo de vistória do estádio.  Há o temor que possa ter havido danos na estrutura e na lona da cobertura do Maracanã. Caberá à Justiça decidir.

Além disto, há o Maracanãzinho, que faz parte do complexo, e, segundo a concessionária, está com um painel de energia totalmente danificado por um incêndio.

Em relação ao gramado, as condições do campo melhoraram após uma manutenção feita pela empresa responsável, a Greenleaf, de acordo com informações da concessionária.

Governo ainda não deu aval para venda de concessão

Já sobre a venda da concessão às empresas interessadas, Lagardère ou GL, o governo ainda não deu o aval para a Odebrecht seguir com a negociação.

Na última sexta-feira, a Lagardère entregou os documentos restantes (a GL já havia entregue) à comissão que estuda a viabilidade de transferência. Os documentos de ambas estão sob análise e dificilmente uma resposta sobre a escolhida sairá até sexta-feira.

A demora na decisão é burocrática. O governo havia solicitado documentos, que foram entregues. Depois, o governo cobrou que os mesmos documentos estivessem autenticados, uma norma na administração pública.

Possivelmente, o anúncio do novo “dono” do Maracanã será feito em 15 dias.

Fonte: O Globo Online