O conselheiro fiscal do Botafogo Carlos Eduardo Godinho solicitou formalmente esclarecimentos ao presidente Nelson Mufarrej sobre a venda de Matheus Fernandes do Palmeiras ao Barcelona. A informação foi publicada pelo jornalista Pedro Villa Nova, no Twitter.

Detentor de 25% dos direitos econômicos, poderia receber até R$ 12 milhões pelo seu percentual, porém, segundo a imprensa, assinou documento aceitando ganhar R$ 3,2 milhões. O valor total da venda do Palmeiras será entre R$ 32 milhões e R$ 50 milhões.

Confira abaixo a solicitação do conselheiro:

Aos Cuidados do Sr. Nelson Mufarrej Filho
Presidente do Botafogo de Futebol e Regatas e Conselheiros.

Prezado Senhor,
Inicialmente apresento os votos de um ano de conquistas e vitórias para todos.

Assim, aproveito a oportunidade para, na condição de Conselheiro Fiscal eleito, considerando o que determina o estatuto do Clube que confere aos membros do conselho fiscal a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar as contas do Botafogo de Futebol e Regatas, solicitar esclarecimentos a respeito da negociação envolvendo o atleta Matheus Fernandes com a Sociedade Esportiva Palmeiras e Futbol Club Barcelona.

Como é de conhecimento de todos, o Botafogo é detentor de 25% dos direitos econômicos sobre a negociação do atleta, além de percentual como clube formador considerando o mecanismo de solidariedade da FIFA.

Conforme notícia veiculada na imprensa esportiva, a negociação tem valores que se aproxima de R$ 32 milhões, podendo chegar a R$ 50 milhões, cado sejam alcançados alguns objetivos pré estabelecidos em contrato, gerando um valor de R$ 12 milhões a mais para os cofres do Botafogo.

Ademais, a imprensa também noticiou que, segundo diretores da Sociedade Esportiva Palmeiras, V.Sa na condição de presidente do Botafogo, teria assinado um documento em que autorizava o Palmeiras a negociar o atleta Matheus Fernandes com repasse para o Botafogo de apenas, €700 mil Euros ( aproximadamente R$3,2 milhões de Reais pelo câmbio atual ).

Considerando a grave crise financeira que o Botafogo atravessa, com salários dos funcionários atrasados, entendo que o valor da diferença gerada a partir da negociação em questão tendo como base o suposto documento autorizativo do repasse ora mencionado pela imprensa ( €700 mil Euros ), são incompatíveis com uma gestão compromissada com a saúde financeira do Clube.

Dessa forma, primando pela ética, solicito que esclarecimentos quanto a veracidade dessa negociação e, caso tenha havido algum erro por parte da imprensa na divulgação dessas informações, que o Clube cobre a retratação.

No entanto, em caso afirmativo da negociação em epígrafe, solicito a exposição de motivos técnicos que justifiquem as cifras tão abaixo do esperado para uma negociação dessa natureza.

Atenciosamente,

Carlos Eduardo Godinho de Sousa
Conselheiro Fiscal”

Fonte: Redação FogãoNET e Twitter do Pedro Villa Nova