Um dos nomes da nova geração de treinadores, Zé Ricardo, aos 47 anos, atingirá uma marca expressiva logo mais, quando o Botafogo entrar em campo, para enfrentar o Atlético-MG, no Independência, na última rodada do Brasileiro. Será a 100ª partida do técnico no torneio.

— É a realização de um sonho completar 100 jogos na principal competição do futebol brasileiro — disse Zé.

Com duas participações na Libertadores no currículo (em 2017, com o Flamengo, e, neste ano, pelo Vasco) e campeão estadual ano passado pelo rubro-negro, o treinador mantém os pés no chão:

— Espero ter competência e merecimento para poder atingir outras marcas importantes como essa.

No ranking dos técnicos na era dos pontos corridos, do site “Infobola”, Zé Ricardo está na sexta posição, com média de 1,70 ponto por partida, logo atrás justamente de Muricy Ramalho (1,72), que foi seu antecessor no Flamengo, em 2016, e dirigiu o time nas três primeiras partidas do Brasileiro daquele ano. Em seguida, começava a trajetória do atual técnico do Botafogo no Brasileiro.

Sob o comando de Zé Ricardo, o Botafogo vive sua maior série invicta nesta edição do Brasileiro. Já são seis jogos, que começaram com uma sequência de quatro vitórias seguidas, responsáveis por exterminar qualquer risco de rebaixamento: 1 a 0 no Corinthians, 2 a 1 no Flamengo e 1 a 0 na Chapecoense e no Internacional. De lá para cá, a equipe empatou com o Santos (1 a 1) e venceu o Paraná (2 a 1) e tem vaga assegurada na Sul-Americana de 2019.

O bom momento começou duas rodadas após o tropeço diante do Bahia, em casa, por 1 a 0. Tal jogo é considerado pelo técnico um momento-chave da campanha alvinegra em 2018:

— Precisava naquela ocasião de mais quatro, cinco vitórias. Naquele momento era uma coisa que se não trabalhasse jogo a jogo parecia dificílimo. Foi uma conjunção de fatores, esse grupo é de homens.

Sobre a nova geração dos técnicos, Zé Ricardo vê com bons olhos:

— A renovação acontece em todos os setores da sociedade e no futebol isso não é diferente. Ciclos são iniciados a todo momento e é natural que isso aconteça entre nós treinadores.

Fonte: Extra Online