Wagner já foi avisando: “Sexta, sábado e domingo não dá para conversar, é inviável. Não paro um minuto”. É verdade. Até para fazer a foto acima foi preciso, por um instante só, tirá-lo do vaivém frenético das mesas. Para quem não ligou o nome à pessoa, Wagner é o ex-goleiro do Botafogo que vestiu a camisa do clube 412 vezes e virou ídolo da torcida alvinegra.

Foi em 1995, exatamente num dia 17 de dezembro, como hoje, que ele se consagrou embaixo das traves: o Botafogo foi campeão brasileiro em cima do Santos, cuja mascote é um peixe. Quis o destino que também fosse peixe, muito peixe, que escreveria o futuro do ex-goleiro. Há sete anos ele comanda o Bar do Wagner, no célebre Mercado São Pedro, na Ponta D’Areia.

O negócio do ex-goleiro fica no segundo andar. Com as festas de fim de ano, o mercado de peixes lota e também é difícil achar lugar em uma das mesas do bar. Da cozinha saem lula à dorê, camarão à paulista, dourado frito…

Wagner não posa só de patrão. Serve os clientes, pega pedidos, anda pra lá e pra cá o tempo todo. Mas sempre dá uma paradinha para tirar fotos com torcedores e fãs. Inclusive fãs ilustres, como Jefferson, outro goleirão do Botafogo que também vive em Niterói e já esteve no bar.

Aos 47 anos, Wagner mora em Icaraí. Antes de comprar o bar, teve um quiosque na Praia de Camboinhas e chegou a montar uma pequena frota de táxis em Niterói. Vez ou outra, inclusive, assumia o volante.

Ele sempre dizia que havia deixado no passado a vida no futebol — após pendurar as chuteiras, chegou a treinar goleiros do Botafogo e foi técnico do Boavista e do São Cristóvão. Mas dias atrás confirmou presença no curso da ABTG (Associação Brasileira de Treinadores de Goleiros), que será realizado em janeiro. Quem sabe não concilia o bar e os gramados?

Fonte: Coluna Outra Coisa - Globo Niterói - O Globo Online