Um clássico Vovô que também poderia ser chamado de ‘Entre Amigos’. Parceiros dentro de campo, Vagner Mancini e Cristóvão Borges se reencontram hoje, como adversários, fora dele. Às 18h30, no Mané Garrincha, em Brasília, eles comandam Botafogo e Fluminense sob uma pressão semelhante, apesar da grande distância na tabela.

A amizade vem do fim da década de 1980 e início da de 1990. Ambos defenderam o Guarani e, juntos, se transferiram para a Portuguesa. Um longo convívio que gerou admiração mútua.

“Cristóvão é um cara muito querido e, com certeza, está seguindo um caminho vitorioso também pela sua maneira de ser: franco, honesto e leal como gostaríamos que todos no futebol fossem”, observou Mancini.

Das Laranjeiras, os elogios foram retribuídos pelo comandante tricolor, que acredita em um Alvinegro perigoso, principalmente por ser treinado por seu ex-companheiro.

“Pelos times, se enxerga que ele valoriza a qualidade, como tinha quando jogava. É inteligente, um grande treinador e meu amigo. Tomo bastante cuidado, porque sei o que vem de lá”, ressaltou Cristóvão.

Enquanto o Fluminense busca o topo da tabela, o Botafogo tenta sair da zona do rebaixamento, mas se engana quem crê numa tranquilidade maior do lado tricolor. Depois da eliminação vexaminosa na Copa do Brasil no meio da semana, Fred e companhia precisam dar uma resposta à torcida, que até protestou na sede do clube.

Os alvinegros chegam motivados pelo pagamento de um mês de salários, porém, muito pressionados pela colocação no campeonato. Uma derrota pode afundar o Glorioso para a lanterna.

 

Jogadores alvinegros voltam a sorrir

Na véspera do clássico, o sol voltou a brilhar no Engenhão. Com o pagamento de um mês de salário e a promessa de ajuda financeira de um grupo de torcedores, os jogadores exibiram sorrisos e a descontração foi geral durante o rachão comandado por Vagner Mancini.

Após a atividade, mais uma prova da melhora do ambiente. Bolívar, o aniversariante do dia, levou uma ‘ovada’ dos companheiros e as gargalhadas contagiaram a todos. O zagueiro, que é um dos líderes do grupo, completou 34 anos.

Conversa para acertar defesa do Fluminense

O zagueiro Henrique volta ao time do Fluminense e espera recuperar a confiança da torcida no setor, muito criticado após a derrota por 5 a 2 para o América-RN. Segundo o jogador, de 31 anos, metade dos problemas pode ser resolvido no papo.

“Temos que conversar. Ainda mais os zagueiros, pois na defesa 50% dos problemas são resolvidos na base do diálogo. Às vezes, um posicionamento ou outro pode ser combinado desta maneira. Nosso grupo é qualificado, bastante experiente, todos se cobram e tenho certeza absoluta que vamos sair desta situação”, disse o camisa 21 ao site oficial do clube.

Cristovão e Mancini são amigos até na pressão pela vitória no clássico vovô

Fonte: O Dia Online