Equivalentes em história e tradição, Botafogo e Flamengo escrevem novo capítulo de uma rivalidade centenária neste sábado (26), às 19h, no Estádio Nilton Santos, em jogo válido pela 3ª rodada da Taça Guanabara.

Apesar do peso histórico de ambos, a situação econômica da dupla evidencia um gigantesco abismo entre rubro-negros e alvinegros. Após anos de recuperação financeira, o Flamengo assumiu a sua posição de “primo rico” e foi ao mercado com enorme apetite. Apenas com as aquisições de De Arrascaeta, Bruno Henrique e Rodrigo Caio, o clube da Gávea desembolsou pouco mais de R$ 100 milhões.

Artilheiro do último Brasileiro, Gabigol foi outro que se juntou à constelação vermelha e preta, mas ele custa ao Flamengo “apenas” os vencimentos mensais, já que a Inter de Milão cedeu o atacante sem custos pelo empréstimo.

Com todos seus astros à disposição, Abel Braga indicou que pode escalar até todos de uma só vez, mas essa é uma hipótese improvável. Contra o Resende, o técnico promoveu as estreias de Gabigol e de De Arrascaeta, e deixou no Rio de Janeiro o time que começou o ano como o titular.

“Os que ficaram lá (no Rio) e os que começaram hoje (contra o Resende) vão estar à disposição. É prematuro falar em colocá-los ou não. O importante é que nisso tudo você cria um grupo”, disse o comandante,  que soma uma derrota e um empate neste início de Carioca

Pelo lado alvinegro, o investimento teve de ser feito na base da criatividade e nas trocas. Sem grana para aquisição de direitos, o Botafogo conseguiu os empréstimos de Erik, Gabriel e Gustavo Ferrareis e fez trocas de Alex Santana por Rodrigo Lindoso. Tudo a custo zero. Além destes nomes, o Alvinegro trouxe Diego Cavalieri, que estava sem clube, Alessandro e Alan Santos, liberado pelo Tigres-MEX. Desta forma, o clube não gastou um tostão com essas transações, ficando responsável só pela parte salarial.

O técnico Zé Ricardo foi franco ao analisar a situação. Após o treino da última sexta-feira (24), o ex-rubro-negro admitiu que há uma disparidade, mas disse que seu time pode igualar as coisas em campo:

“Existem algumas maneiras para tentar diminuir ou igualar essa diferença que hoje é real. Nossos jogadores estão bem conscientes, tenho uma equipe corajosa, que quer vencer e acertar logo. Podemos ser competitivos com o elenco que temos”.

A vantagem econômica do Fla não tem sido sinônimo de vitória garantida contra os alvinegros. No ano passado, o Bota foi um grande algoz do clube na temporada. No Carioca, venceu e fez uma crise na Gávea explodir, com a demissão do técnico Paulo Cesar Carpegiani, parte de sua comissão técnica e do diretor Rodrigo Caetano. Já no Brasileiro, nova vitória do clube de General Severiano, resultado que deixou o Rubro-negro bem mais distante do sonho de título após o resultado. Neste sábado, os dois gigantes medem forças novamente. Desta vez, apenas dentro de campo.

Fonte: UOL