O centenário Clássico Vovô é repleto de boas histórias e dessa vez vamos relembrar o encontro entre Botafogo e Fluminense pelo Campeonato Brasileiro de 1997, vencido por 2 a 1 pelo Fogão com gols de Djair e Dimba, que saiu do banco e garantiu a vitória. Dimba já conhecia muito bem o Maracanã em 1997, ano especial que o Glorioso faturou a Taça Guanabara, Taça Rio e o Campeonato Carioca com direito ao atacante saboreando a grama do templo sagrado do futebol. Dimba relembrou o tempo que vestiu a camisa alvinegra e se declarou ao Fogão. Fluminense e Botafogo medirão forças novamente no Maracanã neste sábado, às 16h, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.

– Foi um jogo muito complicado, né. Estava envolvendo a situação do Fluminense, um dos times grandes do futebol brasileiro, e nós entramos naquela partida pensando exclusivamente na nossa equipe como sempre fizemos. Problemas alheios nós sempre deixávamos afastados. O Fluminense veio pra cima, tentou de todas as maneiras conseguir o resultado, mas a nossa equipe era muito equilibrada, tranquila, e conseguimos controlar a partida. O Djair fez um belíssimo gol, mas o Fluminense sempre procurou se sobressair, mas nós sabíamos da nossa responsabilidade. Tive a felicidade de fazer um gol de peixinho e ali foi a situação que o Fluminense já se complicava bastante. Com essa vitória o Fluminense acabou quase que decretando a sua ida para a segunda divisão. Mas como nós defendíamos de coração as cores do Botafogo procuramos fazer a nossa parte. O Fluminense não caiu contra nós, mas ao longo da competição. Alí foi apenas um fator determinante. Queríamos a vitória de qualquer maneira e saímos com êxito. Felizmente para a torcida do Botafogo e infelizmente para a torcida do Fluminense – lembrou Dimba.

Dimba chegou ao Botafogo em 1996 após se destacar no futebol brasiliense e logo passou a ter uma sintonia especial com o Botafogo. Marcado na história do clube pela conquista do Estadual de 1997 sobre o Vasco, também no Maracanã, Dimba lembra com carinho de seus momentos vestindo a camisa do mais tradicional.

– O ano de 97 realmente foi um ano muito especial para mim no Botafogo. Cheguei em 96 oriundo de Brasília, uma parceria que o Botafogo tinha com o Sobradinho, que se tornou Botafogo/Sobradinho, na qual eu consegui me destacar sendo o artilheiro do campeonato de Brasília com 22 gols em 21 jogos e logo me transferi para o Botafogo. A minha primeira oportunidade foi no início de 97 e procurei aproveitar da melhor maneira possível. O mais gostoso foi que desde o início houve algo diferente entre a minha pessoa, o jogador Dimba, e a torcida do Botafogo. Foi um negócio gostoso e as coisas começaram a fluir. Conseguimos conquistar a Taça Guanabara, a Taça Rio e o Campeonato Carioca. Um feito bem bacana, a nossa equipe era muito boa, qualificada e tive a felicidade de com a graça de Deus sempre estar fazendo os gols para que a equipe pudesse sair com êxito. Fui muito feliz, foi marcante e guardo o Botafogo no coração. É o time que eu torço, acompanho diariamente e sou muito grato por ter jogado no Botafogo e mais grato ainda por ter tido algo diferente com os torcedores. Respeito muito os botafoguenses pelo carinho que tiveram comigo ao longo do tempo. Mesmo quando eu não estava jogando eles gritavam meu nome nos jogos e sou muito grato. Quero expressar aqui o meu carinho enorme por esse clube – contou o atacante.

MARACANÃ, O PALCO PREFERIDO

Dimba gostava mesmo era do Maracanã e isso ficou claro em suas palavras. O jogador relembrou o feito de comer a grama na emblemática comemoração do Estadual de 1997 e disse que faria tudo novamente pela felicidade dos botafoguenses.

– Jogar no Maracanã sempre foi um fato muito gostoso. Eu sempre considerei o Maracanã como o meu quarto. Sempre me senti muito à vontade, o lugar que todos os jogadores gostam de atuar, principalmente quando a torcida comparece. Enfim, é um negócio fantástico. E eu tive a felicidade de provar a grama do Maracanã. E quando digo “eu” é por ter sido o primeiro, o único e não terá nenhum outro. Acabei experimentando a grama do Maracanã e, diga-se de passagem, o gosto era excepcional(risos). Como o estádio foi mudado ninguém vai ter esse gostinho. A grama do Maracanã mesmo só o Dimba experimentou. Sempre fui muito feliz dentro do estádio e acabei marcando o gol que deu o título especial ao clube. Aquele fato de ter abaixado e metido a boca na grama do Maracaña foi uma coisa sem pensar. Quando eu estava ao lado dos torcedores e vi o semblante de todo tipo de pessoas… Crianças, adolescentes, senhores, todos chorando pela conquista do título, aquilo me emocionou bastante e eu acabei naquele ato demonstrando para todos que eu defendia o Botafogo de coração, que tinha uma paixão por esse clube. Acabei fazendo o ato que ficou marcado, eternizado e acabou rodando o mundo. Fiz, gostei, não me arrependo e faria novamente pelo Botafogo – encerrou Dimba.

Fonte: Site oficial do Botafogo