Em entrevista coletiva no Engenhão, o treinador Jair Ventura explicou o critério para a escolha de atletas para a partida de amanhã, no Engenhão. A ausência de Rodrigo Lindoso, Renan Fonseca e Dudu Cearense para a estreia da Libertadores, e a não inscrição de Sassá na primeira fase da competição, surpreenderam. Ele disse que as opções feitas por ele se devem apenas ao momento de cada atleta.

– A gente analisou, são vários critérios, dentre eles os melhores. Prefiro falar dos relacionados do que os não relacionados. E os que foram relacionados estão melhores por “n” motivos”. A mesma coisa que os demais ficaram fora, nada específico. São vários critérios, os relacionados estão num melhor momento dos demais. E se der tudo certo, passando de fase, podemos inscrever mais cinco – disse o treinador. – A lista da Libertadores é menor do que a do Campeonato Carioca, por exemplo. Então precisamos fazer algumas escolhas. Convocamos, com base no que vimos, os que estão no melhor momento físico e tático.

Perguntado se a não inscrição do atacante Sassá tinha algum motivo além desses, o treinador negou, apesar de especulações de que a diretoria e a comissão técnica estejam decepcionadas com o jogador por questões disciplinares.

Jair disse ainda que essa é a pior parte da sua profissão.

– É ótimo quando atletas nossos são convocados para a seleção, ou então são vendidos quando querem ser vendidos, ou quando conseguem renovar um contrato. Mas infelizmente também temos esses momentos ruins, de retirar atletas da equipe. Nessas horas, precisamos ser transparentes e conversar diretamente com o jogador.

Em resposta ao treinador do Colo-Colo, que afirmou se inspirar numa derrota do Botafogo para a Chapecoense no ano passado, Jair declarou:

– Prefiro não comentar o que ele fala. Eu tenho que pensar no meu time e ele, no dele. Mas parece que ele está pensando no meu.

O treinador falou também sobre o zagueiro Marcelo, que foi relacionado para o jogo de amanhã após marcar um gol contra o Nova Iguaçu no último sábado, pelo Campeonato Carioca:

– Quando o jogador é bom, precisamos usar. Muita gente diz que numa competição como essa, é preciso ter mais experiência; mas se fosse assim, o Gabriel Jesus não atuaria. Nós entramos em campo contra o Nova Iguaçu com sete atletas da base, e muita gente ali ganhou a oportunidade de ser relacionada ou até de começar a partida.

Fonte: Extra Online