Diante da situação financeira complicada do Botafogo, o diretor geral do clube e principal executivo da gestão do presidente Maurício Assumpção, Sérgio Landau, tomou uma decisão inusitada. Ele deixou de exercer o cargo oficialmente e agora contribui com o clube de forma não-remunerada desde o fim de junho.

“Essa é uma decisão [deixar a direção geral] que vinha sendo tomada em conjunto com o presidente desde o começo do ano. Teria sido oficializada em maio, mas o Maurício me pediu para adiar. Ainda assim, formalizamos essa mudança no fim de junho”, explicou Landau ao UOL Esporte.

O agora ex-dirigente definiu sua nova função como ‘colaborador’ do clube. Segundo Landau, seu afastamento não tem a ver com qualquer desentendimento com a atual diretoria e, sim, com a sua vontade de ajudar diante da situação financeira alvinegra, que tem suas receitas bloqueadas pela Fazenda Nacional.

“Não houve nenhuma divergência com a diretoria ou com o conselho deliberativo. Achei apenas que não faria sentido continuar como remunerado nesta situação, até porque o clube algumas vezes não teria como me pagar. Continuo ajudando até o fim do mandato como nesta semana, em que fui ao clube três vezes. Sou apaixonado pelo Botafogo, assim como toda minha família, e vou continuar ajudando”, prometeu Landau.

Homem mais importante da administração de Maurício Assumpção, Sérgio Landau era o responsável por comandar o clube no dia a dia, uma vez que o presidente não poderia fazer o mesmo em um cargo não-remunerado.

Landau era responsável, entre outras tarefas, por viabilizar economicamente o Engenhão, que passou a gerar lucro durante sua passagem pelo clube. No começo do ano passado, no entanto, o estádio foi interditado pela Prefeitura do Rio de Janeiro por problemas estruturais.

Fonte: UOL