Elza Soares lembra o grande amor Garrincha: ‘Como jogava contra o Flamengo!’

Compartilhe:

Se fosse vivo, Mané Garricha teria completado 80 anos na última segunda-feira. A data de nascimento do craque, embora tenha algumas controvérsias, é um dia de saudade, homenagens e lembranças. Muitas delas agora também estão eternizadas no livro  “1962 – o Ano Mané”, de Maurício Neves de Jesus. Foi neste ano em que o Anjo das Pernas Tortas brilhou na Copa do Mundo e na final do Campeonato Carioca, contra o Flamengo. Rubro-negra, a cantora Elza Soares, que foi mulher de Garrincha por 16 anos (entre indas e vindas), lembra de como Mané brilhava, com a camisa do Botafogo, contra seu time do coração.

– Contra o Flamengo era quando ele jogava muito mais… como ele jogava contra o Flamengo, meu Deus! – repetiu.

Foi na decisão do Estadual de 1962 que Garrincha teve uma atuação que, para muitos, foi a melhor dele de todos os tempos. Na final do Carioca, fez dois dos três gols do Glorioso na vitória por 3 a 0 sobre o Fla, no Maracanã.

Elza Soares (Foto: Reprodução SporTV)
Elza e Garrincha se conheceram em 1962 e foram casados por 16 anos (Reprodução SporTV)

Foi neste ano que Elza e Garrincha se conheceram e deram início a uma relação polêmica. Os dois enfrentaram muitas barreiras para viver uma amor que resultaria em casamento.

– Pensavam que eu tinha tirado ele de dentro de casa. A gente teve que fugir muito, vivíamos escondidos, meus filhos tiveram que sair do colégio, eles atiravam nos meus filhos, na minha casa. O primeiro ano foi de muita raça, amor. Se não fosse amor, a gente não ia resistir a isso – afirmou.

O casamento terminou em 1982. No ano seguinte, Garrincha morreu, aos 49 anos, vítima de cirrose hepática, consequência do excesso de bebida. Editor do livro “1962 – o Ano Mané”, Cesar Oliveira lembra que a decadência começou muito antes.

garrincha em jogo do botafogo (Foto: Agência Globo)
Garrincha, o anjo das pernas tortas, fez história com a camisa do Botafogo (Foto: Agência Globo)

– O ano de 1962 é o auge e o começo do fim, infelizmente. Não se tinha noção de que, a partir de 15 de dezembro de 1962, ele jamais seria Garrincha de novo. Ele voltou a ser o Manoel, de Pau Grande (onde nasceu).  Aí sucumbiu às dificuldades do álcool, às dificuldades físicas – afirmou.

Os problemas nos joelhos acabaram prejudicando a carreira e os dribles geniais, que fizeram dele um dos grandes nomes do futebol mundial.

– Nunca mais vai acontecer um meteoro daquele no planeta futebol – considerou Cesar Oliveira.

Para Elza Soares, falar de Garrincha merece agradecimento.

– Obrigada por ter te conhecido, Mané – afirmou.

Fonte: Sportv.com

Comentários