O Botafogo não é nada sem seus torcedores e o momento é de união pela permanência do Glorioso na Série A do Campeonato Brasileiro em 2019. Em entrevista coletiva, o volante João Paulo trouxe a esperança com sua considerável evolução e destacou a participação fundamental dos botafoguenses por bons resultados nessa fase decisiva.

– A ansiedade existe desde março pelo retorno. Infelizmente não vivemos uma situação agradável, é difícil ver de fora, mas tenho que ter a sabedoria de saber que tenho que dar meu 100% para não prejudicar a equipe. Aqui ninguém faz corpo mole, a torcida está chateada e também estamos. Aproveito para fazer um apelo para que nos ajudem nesse jogo de domingo. Temos que remar para o mesmo lado. As coisas não estão boas, mas estamos nos cobrando para que melhorem já nesse domingo – disse João Paulo.

O próximo desafio do Botafogo será diante do Corinthians, domingo, às 17h, no Estádio Nilton Santos.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de João Paulo.

CADA VEZ MAIS PERTO

– Um prazer voltar a falar depois de tanto tempo. Uma lesão grave e nunca tinha passado por nada parecido, mas correu tudo bem. Estou dentro do período de recuperação e minha expectativa é de voltar esse ano. Ainda sinto dores na região e musculares, parte do processo. Estou sendo acompanhado por todos, não posso dizer quando, mas quero voltar.

DIFICULDADES NO RETORNO AO CAMPO

– No início o contato físico foi o mais difícil, claro que ainda tenho um pouco de receio de uma dividida mais forte, mas aos poucos vou perdendo isso.

EXPECTATIVA PARA SER RELACIONADO

– Não sei precisar o tempo, mas treino com o grupo, outros dias em separado. A evolução está boa e estou bem mais próximo da volta. Vejo pelo menos estar à disposição em algumas semanas se continuar nessa evolução.

CUIDADOS ESPECIAIS

– Clinicamente estou próximo do 100%, ainda sinto dores dependendo alta intensidade do trabalho. Caso eu volte nesse ano dificilmente eu atue por 90 minutos. O cuidado maior não é só pela fratura, mas pela parte muscular que é muito exigida. O departamento médico e a fisiologia estão com muito cuidado quanto a isso.

O TEMOR DE NÃO JOGAR MAIS

– Essa é a parte mais difícil. Por momentos me perguntei se voltaria a jogar em alto nível. Em alguns dias me empolgava, em outros tinha que descer um degrau. Agora as dores estão cada vez menores e agora é subir um degrau por semana.

INSTABILIDADE PSICOLÓGICA

– Quando voltei ao campo. Na fisioterapia não pensamos muito na questão de como vai ser com a bola e quando chegou o dia as dores apareceram, muita dificuldade para fazer os movimentos. Foram uns dois meses mais com essa briga psicológica.

CONTATO COM RILDO 

– Já falei com ele na época, foi ao hospital no dia seguinte ao acontecido e não nos falando mais. Mas já deixei claro que desejo todo sucesso para ele.

NASCIMENTO DO FILHO

– Meu filho nasceu e foi muito saudável acompanhar o nascimento e os primeiros meses. Foi a minha terapia nesse período. Costumo dizer que o atleta já se prepara para perder esses momentos por conta do trabalho, mas acabou sendo o contrário.

REGULARIDADE POR VITÓRIAS

– Temos um grupo bastante jovem e é natural a baixa de confiança quando o resultado não vem. No último jogo fizemos um bom primeiro tempo, mas oscilamos e sofremos a virada no segundo. Se conseguirmos manter uma regularidade maior vamos ter êxito.

NÃO É DESCULPA

– A gente não pode usar de uma falta de pagamentos, colocar isso acima do nosso desempenho. Isso não existe. Temos que estar honrando a camisa que a gente veste. Falamos muito da diretoria, comissão e jogadores como se fossem três times, mas na verdade somos um só. Defendemos o Botafogo e remamos para o mesmo lado.

Fonte: Site oficial do Botafogo