O presidente do Conselho Deliberativo do ​Botafogo, Jorge Aurélio Domingues, deu detalhes da crise financeira que o clube vem enfrentando. Na última quarta-feira (25), ​em meio a protesto e até invasão à sede de General Severiano, uma reunião com conselheiros definiu a antecipação de R$ 10 milhões em cotas de pay-per-view de 2019. Em entrevista à “Rádio Brasil”, o dirigente alvinegro explicou a necessidade dessa manobra e ​disse como o dinheiro será usado.

“Não gostaríamos de fazer (antecipar cota), mas diante da situação financeira que vivemos, era inevitável. O Botafogo tem a receber da Globo em 2019 de pay-per-view R$ 19 milhões. Em 2020, a mesma coisa. Então, era o total de R$ 38 milhões. O que Botafogo pediu foi para antecipar R$ 10 milhões. Será fundamental para nós. Vamos quitar os salários, o Profut (programa de refinanciamento de dívidas) e conseguir a CND, para conseguir o patrocínio da Caixa em R$ 10 milhões”, disse.

“Nós vamos apresentar a Ata da reunião. Imagino que no mais tardar o dinheiro será liberado nesta terça-feira. Em seguida, vamos quitar tudo. Vamos obter, em no máximo uma semana, a CND e o valor do patrocínio”, completou.

Apesar do montante antecipado, o futuro do Botafogo segue incerto. A diretoria conta com a venda de algum jogador para, finalmente, não ter preocupação até o final da temporada. Jorge Aurélio Domingues explicou.

“Nós esperamos que até o final do ano a gente consiga vender um jogador. Se conseguirmos, nós vamos equilibrar a situação financeira do clube”, falou.

“O presidente Nelson Mufarrej tenta continuidade ao trabalho do CEP, sobretudo à austeridade financeira. No Botafogo, o dinheiro que entra é contadíssimo. Infelizmente, o Nelson começou esse ano sem nenhum aporte de caixa. Já o CEP teve isso. Então nós estamos vivendo essa situação e buscando fórmulas para equilibrar a situação e levar a gestão até o final dentro da austeridade e sempre pregando em ganhar algum título”, encerrou.

Fonte: Esporte Interativo e Rádio Brasil