O Botafogo esteve longe de agradar o torcedor na estreia do Campeonato Carioca. Inseguro, ineficiente, nada criativo e sem ritmo, o time de Zé Ricardo foi derrotado para uma Cabofriense mais competitiva e inteira fisicamente, o que é natural pelo maior tempo de preparação da equipe da Região dos Lagos.

Era previsível que o Botafogo sofresse no Moacyrzão, ainda mais sem a presença de dois de seus jogadores mais experientes – Carli e Rodrigo Pimpão. Zé optou por quatro jovens da base entre os titulares, sendo dois quase sem rodagem nos profissionais (Helerson e Wenderson), e Alan Santos, que estava há um bom tempo inativo. O trio citado não correspondeu, e a conta chegou.

Em grave crise financeira, o Botafogo decidiu apostar na garotada e não ser agressivo no mercado. Uma atitude coerente, mas que carrega risco e requer muita paciência. O processo de maturação dos jovens geralmente é demorado.

– Não temos que fazer nenhuma avaliação agora. É realmente dar condição de jogo a todos, preparar aqueles que não tinham 100% de condição de jogar hoje. O fato é que é uma reconstrução, temos que ter paciência e mais razão do que emoção agora – disse Zé Ricardo, em entrevista coletiva.

A torcida está no direito de cobrar, pois a Taça Guanabara é tiro curto e fevereiro é um mês decisivo. No entanto, a derrota na estreia não pode deixar as críticas destrutivas ecoarem. É preciso entender o contexto e crer no potencial do trabalho, que já culminou em bons frutos na reta final de 2018.

– É um Botafogo diferente. Não temos seis, sete jogadores que faziam parte do time que finalizou a competição no ano passado. Isso pressiona um pouco os meninos, mas a gente tem confiança no trabalho e daqui a pouco as coisas começam a encaixar – analisou o treinador alvinegro.

Zé Ricardo pediu um elenco mais enxuto para 2019. Acreditou na garotada, tanto que quis testar muitos desde o início desta temporada. E, contra o Bangu, no primeiro jogo diante de sua torcida, o Botafogo terá a oportunidade ideal de se redimir, vencer e ratificar o pedido de “mais razão” às arquibancadas.

Fonte: Terra