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Da euforia à frustração: o balanço da passagem relâmpago de Honda, que faz jus à crise vivida pelo Botafogo

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Da euforia à frustração: o balanço da passagem relâmpago de Honda, que faz jus à crise vivida pelo Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

A passagem do meia Keisuke Honda pelo Botafogo chegou ao fim. Na última segunda-feira (28), o japonês pediu a rescisão contratual com o Glorioso e não deve mais vestir a camisa alvinegra. Ao todo, 10 meses, 27 jogos e três gols.

Da expectativa pela chegada e a possibilidade de ser o maestro do Botafogo em campo e a realização de um Campeonato Brasileiro tranquilo à situação caótica que o clube vive na tabela de classificação e a saída pela porta dos fundos é um bom resumo da passagem de Honda.

Euforia no aeroporto e na apresentação

Em fevereiro deste ano, o Botafogo surpreendeu sua torcida e anunciou a contratação de Keisuke Honda. O meia chegava em um momento que o clube carioca havia acabado de acertar a transferência de João Paulo ao Seattle Sounders, dos Estados Unidos.

No dia 7 de fevereiro, Honda chegou ao Brasil. No Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, mais de duas mil pessoas receberam o japonês. Eufóricos com a contratação, os torcedores do Botafogo organizaram o ‘AeroHonda’.

No dia seguinte, foi a vez do meia de 33 anos ser apresentado à torcida do Glorioso. No Estádio Nilton Santos, mais de 13 mil pessoas recepcionaram o japonês. Foi a última e única vez que o jogador teve contato com o torcedor.

A recepção calorosa e apaixonada, antes nas redes sociais, e depois pessoalmente no Nilton Santos, impressionaram Honda, que chegou a afirmar que nunca havia visto nada parecido em sua vida.

“De início, decidir vir para cá porque as pessoas daqui estavam esperando por mim. Eles vieram, fizeram contato em todas as redes sociais. Senti essa emoção deles, essa animação no aeroporto. Eu nunca vi nada assim. Nunca vi algo tão bonito em toda a minha vida. Acho que essa paixão dos torcedores me fez decidir jogar aqui”, afirmou o japonês.

No entanto, a pandemia da COVID-19 interrompeu o contato do jogador com os torcedores. Desde então, após o retorno das competições, jogos sem público e o fim da passagem do japonês sem a torcida presente.

Realidade conturbada e rescisão contratual

Enquanto ainda negociava com Honda, o Botafogo ainda tinha Alberto Valentim como treinador. Depois de acertar com o japonês, mais quatro nomes passaram pelo clube: Paulo Autuori, Bruno Lazaroni, Ramón Díaz – que nem chegou a estrear – e Eduardo Barroca, atual treinador.

Além disso, os constantes problemas salariais e disputas políticas internas fizeram Honda começar a repensar sua carreira no Glorioso. Após a demissão do argentino Ramón Díaz, o meia desabafou nas redes sociais. Veja abaixo:

No Campeonato Brasileiro, situação catastrófica. O que era esperado, não se concretizou. Apenas quatro vitórias em toda a competição até aqui e a 19º colocação na tabela, com 23 pontos conquistados.

Na partida contra o Coritiba, há duas rodadas, Honda lesionou a coxa esquerda e ficará de fora de boa parte do restante do Brasileirão. A lesão também fez o japonês repensar sua continuidade no Botafogo.

Recentemente, o jogador recebeu uma oferta do Portimonense, de Portugal. Fatores familiares, como ficar mais próximo dos filhos, os quais não vê desde fevereiro, fizeram o jogador pedir a rescisão. Vale lembrar que no país da Península Ibérica a vacinação contra o coronavírus já iniciou.

Com contrato até janeiro, Honda pediu a quebra do vínculo para já começar a programar uma ida para o velho continente. Da euforia por sua chegada e possível mudança de patamar, o japonês acabou correspondendo à temporada frustrante do Botafogo.

Fonte: ESPN Brasil

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