Há muita pressão política no São Paulo e muitos pedidos pela saída de Ricardo Gomes. Não são raros os conselheiros que telefonam ou batem na porta do gabinete do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. A eliminação da Copa do Brasil para um time da Série C, a derrota para o Vitória em Salvador e a proximidade da zona de rebaixamento — quatro pontos — deram a impressão dentro do Morumbi de que poderia haver mudanças nesta semana. Não haverá.

”Trocar o comando agora não levaria a nenhum resultado. Seria fazer o fácil e eu não sou de fazer o fácil”, disse o presidente Leco a respeito de Ricardo Gomes. O técnico segue.

Não é provável que siga em 2017, mas este é um outro capítulo. A direção de futebol tem planos de fazer uma reformulação profunda e ter um time que se equilibre com defesa e ataque. A visão do diretor de futebol, Marco Aurélio Cunha, é de que o São Paulo dos últimos anos foi forte no ataque e fraco na defesa. De repente, perdeu uma série de bons atacantes, entre 2014 e 2016. Saíram Kaká, Pato, Centurión, Alan Kardec, Ganso, Calleri, Rogério e Kieza. Entre os melhores e os piores, o São Paulo passou a confiar em Cueva e Chávez. É pouco.

Ao mesmo tempo em que ganhou confiança em zagueiros, como Maicon e Rodrigo Caio. O plano é ter um time equilibrado. Ricardo Gomes não será o treinador, isto é quase certo. Mas permanece neste momento, porque a análise é que nova mudança de comando traria mais problemas do que soluções.

Seu contrato é aberto. Não há prazo definido, nem até o final de 2016, nem até o final de 2017. Quando uma das partes quiser interromper o acordo, tem o direito de fazer isso.

Fonte: Blog do PVC - UOL