O Botafogo cumpriu sua missão após o fim da primeira fase da Taça Guanabara: classificar-se à fase final da competição. O desempenho, no entanto, está longe de agradar o torcedor.

As vaias durante boa parte do empate por 0 a 0 com o Madureira no último sábado (3), no Engenhão, confirmavam a impaciência dos alvinegros com o time que venceu apenas dois dos cinco jogos do torneio. E a insatisfação era direcionada a um nome: o técnico Felipe Conceição.

Aposta da diretoria para a temporada 2018 após a saída de Jair Ventura, o novo comandante do time ainda não convenceu. E, diante de tantos questionamentos, terá uma semana decisiva para afastar a desconfiança geral.

Na terça (6), o Botafogo encara o Aparecidense (GO), fora de casa, na estreia pela Copa do Brasil, e tenta evitar surpresas diante do time de menor expressão. No final da semana, o maior teste: a semifinal contra o Flamengo pela Taça Guanabara.

Tantas cobranças, no entanto, parecem não assustar Felipe Conceição, que preza paciência e aposta em um trabalho a longo prazo.

“Não me preocupo com Flamengo ou que isso seja um divisor de águas. Estamos construindo uma maneira nova de jogar sim, e isso requer tempo e dedicação dos atletas a cada partida e todos os jogos”, explicou.

No último sábado, as reclamações eram pela demora nas entradas dos homens de frente Kieza e Renatinho. descartando poupar jogadores ao longo da semana e dando a devida importância aos dois duelos. Felipe, no entanto, não pensa em mudanças imediatas ou poupar time na terça.

“Não quero resolver tudo com troca. É preciso paciência, consciência. Alguns nomes precisam de mais entrosamento. E como vou pensar em poupar equipe no início do trabalho tendo que dar entrosamento, ritmo? Tem que colocar para jogar. Cada jogo é uma história”.

Fonte: UOL