O novo técnico do Botafogo, Felipe Conceição, apresentado oficialmente nesta quinta-feira, em General Severiano, aposta sobretudo numa palavra: identificação. Promovido das categorias de base, onde trabalhou nos últimos três anos, o treinador carrega uma longa história no clube, que o revelou para o futebol nos anos.

– Foi o clube com quem assinei a primeira carteira de trabalho como atleta e com quem assinei pela primeira vez como treinador da base. A alegria e a motivação são enormes. Se pegarem a energia dentro de mim vai dar muito certo. Resumo o sentimento numa palavra: gratidão – disse Felipe, que, na ganhou o apelido de Tigrão do atacante Donizete. – Já que mudei de profissão podia mudar de nome também (risos).

Aos 38 anos, ele segue os passos de Jair Ventura, que deixou o clube para assumir o Santos. E pretende dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito desde os tempos de Ricardo Gomes. O projeto da diretoria, inclusive, é manter a filosofia do trabalho, assim como manteve o grupo político na direção, que tomará posse nesta quinta-feira à noite. O ex-presidente Carlos Eduardo Pereira inclusive estava presente na apresentação do técnico, enquanto o novo mandatário, Nelson Mufarrej, sentou na mesa.

– Muita coisa que fizemos com o Jair é do Ricardo, e não vai ser diferente. Vou respeitar esse processo até porque fiz parte dele, mas vamos buscar evoluir – disse ele, que vai inserir as ideias utilizadas nos times de base.

O novo técnico não se mostrou preocupado com as perdas do elenco no fim de ano. Por enquanto, apenas dois reforços foram confirmados: Leandro Carvalho e Luis Fernando. E quem vier vai acrescentar o projeto que já está em andamento.

– Não tem posição carente, tenho um grupo que treinou de manhã que é muito bom. O que vier é para reforçar. É um grupo magnífico de trabalho. Mas com atletas jovens que precisam de tempo. É um pedido meu para a torcida que tenham paciência e deem tempo para os meninos crescerem, pois todos têm potencial – argumentou ele, que pretende formar um time, sobretudo, equilibrado.

A identificação, acredita Felipe, vai ajudar no contato com a torcida. Além dele, a comissão técnica é formada por profissionais com tempo de casa, como Bruno Lazaroni, que deixou a gerência da base para ser auxiliar técnico permanente.

– É o processo do Botafogo de valorização dos profissionais que aqui se encontram e participam do processo de reconstrução do clube. Isso só fortalece o processo e o crescimento – disse.

Fonte: Extra Online