A vitória por 1 a 0 sobre o Macaé não bastava para o Botafogo garantir a primeira colocação da primeira fase do Campeonato Carioca. Após o apito final no Engenhão, os jogadores alvinegros se reuniram no gramado e assistiram pela TV, através de um telefone celular, o final do duelo entre Flamengo e Nova Iguaçu. Apenas depois da confirmação do empate por 0 a 0, em Macaé, que os botafoguenses puderam comemorar a conquista da Taça Guanabara.

E que festa! A comemoração do time teve direito até a uma réplica da taça da Champions League, a famosa “Orelhuda”, já que o troféu original desta fase do Estadual só será entregue antes da primeira partida da semifinal. Teve também choro de alegria do lateral esquerdo Carleto.

E já que o troféu improvisado no gramado era quase o da Champions, por que não a comparação com a maior competição europeia de clubes?

“Sabemos que não ganhamos nada. Mas tudo que foi passado desde o primeiro dia, um bando de desconhecidos, desconfiança de todos. O total não foi cumprido, mas metade sim. Jogadores com vontade, garra e qualidade técnica hoje chegaram ao objetivo. Queremos mais. O grupo trabalha muito, é dar mérito ao René e à comissão técnica. Pelo trabalho, é como se fosse uma Champions League”, vibrou Carleto.

Nas arquibancadas do Engenhão, festa também dos torcedores, que reconheceram o esforço de um time aguerrido dentro de campo, que ganha confiança para as semifinais do Estadual, diante do Fluminense, e também para o objetivo maior da temporada: ganhar a Série B do Campeonato Brasileiro para voltar à elite.

Mas antes da vibração, houve minutos de apreensão dentro e fora de campo, na torcida para que o Flamengo não marcasse um gol sobre o Nova Iguaçu e ultrapassasse o Botafogo na tabela. Alecsandro chegou a acertar uma bola no travessão aos 46 minutos do segundo tempo. Aos gritos de “acabou, acabou”, enquanto assistia ao jogo do rival em um telefone celular, Jobson era um dos mais tenso. Mas com o apito do árbitro, alívio e muita festa alvinegra no Engenhão.

Fonte: ESPN.com.br