Natural de Nova Lima, região de Belo Horizonte conhecida por suas minas de ouro, Bruno Silva se consolidou como peça de valor no Botafogo. Confirmado no time titular que enfrenta a Chapecoense, neste domingo, às 16h, na Arena Condá, o volante revê seu ex-clube e relembra a trajetória típica de um cigano.

O começo no interior de Minas com a camisa do Villa Nova, em 2005, foi o ponto de partida para um caminho trilhado por outros clubes do interior. A afirmação, porém, aconteceu no Avaí, entre 2007 e 2012. Até chegar à Ponte Preta, no ano seguinte, Bruno Silva sempre teve a companhia dos ensinamentos de seu pai.

Operário da construção civil e vigia, seu Aldair sempre aconselhou o filho a estudar. Trabalhar com ele estava fora de cogitação. Aos 14 anos, porém, Bruno Silva mudou de rumo: foi jogar no Villa.

— Era meu sonho jogar futebol. Saí de casa e ficava na rua. Era a única coisa que eu sabia fazer. Meu pai e minha mãe deram suporte, sempre correram atrás. Mas me cobravam para estudar, nunca trabalhei com meu pai — conta o atleta de 29 anos, casado e pai de duas filhas.

Depois das andanças, Bruno Silva disputa a primeira temporada no futebol carioca. A regularidade do meio-campista é exatamente o que busca o Botafogo na competição. Ainda próximo da zona de rebaixamento, com 17 pontos em 15 rodadas, o Alvinegro tem no volante seu ponto de equilíbrio. A saída de Willian Arão já nem é mais sentida. Com jeito mineiro, Bruno Silva sabe seu valor.

— Estou muito feliz de jogar em um clube como o Botafogo, de tradição. A cidade também é muito bonita, me adaptei bem com a família. A confiança do Ricardo Gomes me deixa muito feliz — afirma o jogador, que só não disputou uma partida do Botafogo neste Brasileiro e é fã de Zé Roberto, hoje no Palmeiras: — A torcida pode não me enxergar, mas tenho importância para o time.

No clube da Estrela Solitária, o mineirinho Bruno Silva já conquistou seu lugar no céu.

Fonte: Extra Online