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Gabriel: ‘Hungaro mantém o estilo de gritar e cobrar. Sempre foi guerreiro’

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Por FogãoNET

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De um lado, o técnico conselheiro. Do outro, o comandante enérgico. Apesar dos temperamentos distintos, Jayme de Almeida e Eduardo Húngaro, que se enfrentam às 18h30m, no Maracanã, à frente de Flamengo e Botafogo, compartilham semelhanças. Ambos dominaram no peito a responsabilidade de comandar os dois representantes do Rio na Libertadores, a primeira de suas carreiras. Rivais neste domingo, rubro-negros e alvinegros decidiram apostar nos milagres dos santos de casa.

No desafio, Jayme leva a vantagem de estar há mais tempo no comando do time e já ter conquistado seu primeiro título no profissional. E neste domingo pode faturar o segundo: o da Taça GB, caso o Flamengo vença e o Fluminense tropece.

Filho de ex-jogador e ele próprio um ex-atleta do clube, Jayme está no Flamengo desde 2010, quando chegou como auxiliar de Vanderlei Luxemburgo. Nesse período, fez a ponte entre o profissional e as divisões de base.

— Quando eu era da base, lembro que o professor Jayme procurava observar e pegar as informações sobre a gente. E ele nos dava moral, passava palavras de incentivo para melhorarmos. Mesmo não sendo nosso técnico, também procurava dar instruções e nos incentivava — contou o atacante Nixon, revelado na base rubro-negra.

Conhecimento sobre as crias da casa é o que também não falta ao treinador alvinegro. No clube desde 2009, Húngaro começou como técnico do time de mirins, subiu de categorias, virou auxiliar de Oswaldo de Oliveira e este ano assumiu seu maior desafio. Ao contrário de Jayme, de fala mais contida, é conhecido pelo estilo durão.

— Ele continua a mesma pessoa, com o mesmo estilo de gritar e cobrar nos treinos e nos jogos. Ele sempre foi guerreiro assim, não mudou nada. Nem para mais, nem para menos — revelou o volante Gabriel, treinado por Húngaro no time de juniores, em 2011.

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