Gabriel surgiu no ano passado no Botafogo em uma situação de emergência na qual o técnico Oswaldo de Oliveira se viu obrigado a fazer mudanças para recuperar o ritmo perdido. De lá para cá, o volante, de 21 anos, se estabeleceu como dono da posição e vê ao seu lado Marcelo Mattos e Renato disputarem a outra vaga na reta final da temporada.

Gabriel disputou 43 jogos no ano. Destes, em apenas um saiu do banco de reservas, ainda assim no começo da temporada, quando voltava de uma lesão na coxa direita. Ele foi substituído apenas cinco vezes.

Em comparação aos companheiros de posição, Gabriel tem mais consistência. Aos 29 anos, Marcelo Mattos jogou 56 vezes, mas foi substituído em 17. Apenas uma vez ficou no banco, no empate em 1 a 1 com o São Paulo, quando entrou no segundo tempo.

Já Renato, de 34 anos, vive um ano mais de baixos do que de altos. Dos 32 jogos que disputou, saiu 14 vezes do banco de reservas. Em outros 10, mesmo relacionado, acabou não sendo utilizado por Oswaldo. Ele ainda foi substituído em seis. Ou seja, completou apenas 12 partidas.

Para o jogo contra o Criciúma, domingo, no Maracanã, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o favorito é Renato, que participou do treinamento técnico de quarta-feira entre os titulares. No entanto, Oswaldo ainda vai comandar trabalhos táticos e coletivos antes do confronto.

– O Renato pode alternar a posição comigo em alguns momentos. Com o Marcelo Mattos também acontece. Claro que ele tem mais poder de marcação e o Renato é mais com a bola no pé, com um talento raro. Não sei ainda quem vai jogar – afirmou Gabriel.

O Botafogo está na quinta colocação no Brasileiro, com 58 pontos. O time precisa vencer o Criciúma e torcer contra Goiás e Atlético-PR para ter chances de classificação para a Taça Libertadores do ano que vem.

Fonte: Globoesporte.com