Há oito dias, o Botafogo era campeão da Taça Otávio Pinto Guimarães, a OPG, a segunda na hierarquia estadual. Desde 2016, este é o quarto título do Glorioso no Sub-20 e a sexta final. O desempenho faz com que o torcedor se questione: a molecada está vingando nos profissionais?

Para medir um pouco a relevância nesta temporada, o Botafogo marcou 16 gols de jovens vindos da base. A metade deles saiu dos pés do atacante Sassá. Leandrinho, Fernandes e Vinicius Tanque têm dois cada um. Os zagueiros Marcelo e Igor Rabello, o último a marcar, contra o Corinthians, fecham a lista.

Pouco ou muito?

Em comparação com os outros três times do Rio, o Botafogo é o lanterna no quesito gols de jogadores da base. O Fluminense lidera, com 43 dos ‘Moleques de Xerém’. O Flamengo vem atrás, com 20 bolas nas redes de ‘craques feitos em casa’. Já o Vasco soma 17.

O Alvinegro, entre os cariocas, também é o último no quesito média de gols da base em relação ao total de gols na temporada. O Fluminense também está em primeiro, com 0,37. O Vasco é o segundo, com 0,27. O Fla vem em terceiro, com 0,16, e o Glorioso tem 0,08. Outra comparação mostra que o Botafogo anda em débito: No ano passado, os garotos fizeram 35 gols e, em 2015, foram 21.

Se por um lado os números indicam uma queda no desempenho dos meninos da base, o torcedor tem motivos para se alegrar: isso pode significar que o time tem outros artifícios para chegar ao gol. E ainda há que se destacar: o técnico Jair Ventura não pôde contar em bom tempo da temporada com Bochecha, promovido este ano, e Leandrinho, machucados, além de Emerson, afastado após acertar com o Palmeiras. Sassá foi para o Cruzeiro e o comandante só tem um titular que veio da base: Igor Rabello, o que também ajuda a explicar os maus números.

Fonte: Terra