A vocação ofensiva é conhecida desde os primeiros jogos pelo profissional em 2012, quando Oswaldo de Oliveira era o treinador. E o gol, difícil de sair, se tornou obsessão. Depois de um ano emprestado ao Internacional, onde balançou a rede, Gilberto está mais maduro e espera retribuir ao Botafogo a confiança nele depositada.

Revelado na base do clube, o lateral-direito acompanhou de longe o trágico ano de 2014, mas sentiu o rebaixamento como se tivesse participado dele. Pelo Inter, se destacou, marcou gol e ajudou o time gaúcho a conseguir uma das vagas para a Libertadores.
O Alvinegro pediu que Gilberto retornasse para ser o dono da posição na busca pelo retorno à Série A e ele não se fez de rogado, mesmo com o desejo do Colorado de mantê-lo.

Bastou uma partida oficial para que a diretoria confirmasse que tomou a decisão correta. Um dos melhores em campo na vitória sobre o Boavista, o lateral criou diversas jogadas pela direita no segundo tempo, mas ficou faltando o que ele mais deseja, o gol.

“Vai sair. Marcar um gol pelo Botafogo é tudo o que eu quero. Tenho feito boas partidas, mas a bola ainda não entrou. Talvez pela ansiedade, que esteja atrapalhando um pouco. É um sonho fazer um gol aqui para retribuir a todos o carinho que recebo”, afirmou Gilberto, que quase marcou um golaço após caneta no adversário. A bola explodiu na trave.

Aos 21 anos, e com a bagagem adquirida na temporada passada, o lateral está focado em fazer um belo papel no Alvinegro para ter a chance de disputar a Olimpíada no Rio, no ano que vem. O seu nome é presença constante nas convocações de Alexandre Gallo para a Seleção sub-23.

“Tem que ser esse o ano da afirmação. O tempo no futebol passa muito rápido. Quero mostrar para todos que estou mais maduro. Não só dentro do clube, mas também para os adversários”, disse.

Fonte: O Dia Online