Estádio Nilton Santos presenciou um improvável salvador na partida do último sábado, quando o mandante Botafogo superou o Grêmio com gol de Gilson já no apagar das luzes. Além de dar a primeira vitória do Glorioso no Campeonato Brasileiro, por 2 a 1, o lateral-esquerdo anotou o gol de número 500 na casa alvinegra.

O feito foi bastante comemorado por Gilson, alvo de críticas da torcida no início do ano, quando assumiu a titularidade com a saída de Victor Luis (Palmeiras). Para o defensor de 31 anos, novamente a segunda opção no setor, a cobrança alimentou a sua motivação.

– Fiquei muito emocionado pelo fato de ter feito gol e por tudo que passei no início do ano, onde não fomos bem e até eliminados na Copa do Brasil. Fui muito cobrado pela torcida, mas nunca deixei de me dedicar no dia a dia. Infelizmente, as oportunidades vieram com a lesão do Moisés, mas estava preparado. Estou conseguindo manter uma sequência boa, sempre buscando evoluir. Encaro a cobrança como uma motivação. Tenho que ter cabeça boa e saber que (crítica) faz parte – falou Gilson, ao LANCE!.

No gol da virada no Chile, contra o Audax Italiano-ITA, Gilson fez o cruzamento para Pimpão fazer o 2 a 1 (Foto: AFP)

Como citado pelo próprio lateral, Gilson perdeu a posição com a chegada de Moisés, por empréstimo do Corinthians. Não ter desanimado com o banco de reservas, para ele, foi fundamental para que tenha feito boas partidas desde as finais contra o Vasco, quando Moisés sentiu dores no tornozelo.

– Em momento algum cheguei a desanimar com a chegada do Moisés. Ele veio acrescentar… Pelo contrário, passei a me dedicar mais para que estivesse pronto quando viessem novas oportunidades. Acredito que estou correspondendo à altura às novas oportunidades.

Confira outros trechos da entrevista

O GOL 500

Pra mim, é muito gratificante marcar mais um gol pelo Botafogo e mais um importante. Ainda mais esse que foi especial, o de número 500 no nosso estádio… Também fiz um importante pela Copa do Brasil contra o Atlético-MG (pelas quartas de final). Estou muito feliz por esse feito.

FOI O MAIS BONITO DA CARREIRA? 

No momento em que o Ezequiel ajeitou a bola, já fui decidido a finalizar (contra o Grêmio). Fui muito feliz no chute. O gol no fim mostrou mais uma vez a força do nosso grupo. Posso dizer que foi o gol mais bonito da minha carreira, até pela circunstância da partida e de onde foi o chute.

AS VIRTUDES DE ALBERTO VALENTIM

O Valentim é um ótimo treinador, um cara honesto, trabalhador e que se preocupa com o grupo, e não só com os 11 que iniciam o jogo. Isso é importantíssimo para formar uma equipe vencedora. Tivemos uma evolução grande após a chegada dele (em meados de fevereiro). Estamos em um bom caminho e acredito que possamos crescer ainda mais.

Fonte: Terra