Revelado nas categorias de base do Botafogo, o atacante Sassá recordou um episódio que gerou repercussão negativa nacionalmente quando defendia o Glorioso, em 2016. Um dia após a vitória sobre o Grêmio que garantiu a equipe na Libertadores de 2017, o jogador apareceu segurando maços de notas de R$ 50 e teve que apagar a foto logo em seguida.

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– Ganhamos um bicho, eu tinha 20 anos e naquela agonia, correndo atrás do carvão (risos)… Acabou o treino, o diretor falou para pegar o bicho. Fui o primeiro a entrar na sala, eu e Neilton, quando entrei e olhei na mesa vi o dinheiro todo separado, se não me engano era R$ 400 mil. Começamos a tirar foto. A foto que saiu minha foi a mais leve. Você não tem noção, jogamos o dinheiro para o alto, fiquei deitado na mesa abraçado com o dinheiro… Depois que a foto saiu, foi o tempo de pegar o elevador, do nono andar para o térreo, e já tinha mais de 300 comentários, meu telefone não parava de tocar. Fiquei um dia fodidão, em casa, sem querer fazer nada – recordou Sassá em live no canal “Fui Clear” no Instagram.

Sassá chegou ao Botafogo muito jovem, com apenas 15 anos, mas antes rodou pelo futebol da Baixada Fluminense e chegou a atuar até como goleiro no futsal.

– Eu tinha 8, 9 anos, disputei um campeonato lá em Nova Iguaçu, no IBC, e terminei artilheiro. No outro ano virei goleiro, meu pai falou: “Você está ficando maluco”. Fiquei três anos jogando de goleiro, federado, aí parei de jogar bola. Quando fiz 11 anos fui para o Nova Iguaçu, mas não queria nada, era perto de casa, fiquei três anos lá, fui mandado embora e parei de jogar. Depois voltei a jogar salão, ganhava bolsa na escola, quando fiz 14, 15 anos um cara me chamou para jogar num time lá da área, jogamos a Liga Iguaçuana, aí atuei no Heliópolis e um diretor do Botafogo me ligou – contou.

Após esse episódio, Sassá colecionou problemas extracampo e polêmicas, chegou a ser afastado do elenco e se transferiu para o Cruzeiro em junho de 2017, numa negociação que trouxe para o Botafogo o meia Marcos Vinícius. Ele ficou em Belo Horizonte até ano passado, e em 2020 está defendendo as cores do Coritiba.

Carinho com Seedorf no Botafogo

Ainda jovem, Sassá recorda com carinho da convivência que teve com Seedorf, com quem atuou no Botafogo entre 2012 e 2013.

– Minha estreia foi na apresentação do Seedorf. Negão é fora da curva, ele é tão profissional que muitas coisas que ele conversou comigo faço até hoje. Algumas coisas eu achava que era maluquice, pensava: “Pô, esse negão é chato pra cacete”, mas hoje, mais velho, você vê que ele é fora da curva. Não é à toa que tem o nome que tem – disse.

Fonte: Redação FogãoNET e DAZN