Hyuri tira moicano, evita funk e muda perfil no Botafogo

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 Chegar a um time grande de futebol é um passo importante na carreira de um jogador. Nem todos têm essa noção, mas esse está longe de ser o caso de Hyuri. O atacante foi contratado junto ao Audax, onde tinha um perfil boleiro: piadas, funk e moicano. Porém, após chegar ao Botafogo, o camisa 17 mudou. Com palavras centradas e profissionalismo destacado, ele não quer perder o carinho que conquistou rapidamente dos torcedores e passou a adotar a discrição fora dos campo para ter sucesso em General Severiano.

Sua página em uma rede social exemplifica bem essa situação. Antes de chegar ao Botafogo, Hyuri apareceu dançando funk, em fotos com um extravagante moicano além de fazer algumas piadas para seus amigos. Porém, esse comportamento ficou no passado. Após fechar com o Alvinegro, suas postagens são estritamente sobre o clube e com um perfil mais profissional.

Essa mudança não partiu do Botafogo, mas do próprio jogador. E com uma ajuda de Léo Inácio, ex-companheiro e atual coordenador de futebol do Audax. O ex-lateral esquerdo, que passou por todos os grandes do Rio de Janeiro antes de encerrar sua carreira em 2012 no time de São João de Meriti, conversou bastante com Hyuri e foi decisivo para que o atacante iniciasse esse processo.

“A questão do cabelo foi uma orientação minha, inclusive. Já pegava no pé dele quando era jogador, mas quando virei dirigente enchi ainda mais o saco dele. Pedi para tirar. Quando tiver ganhado R$ 200 mil, R$ 300 mil aí ele pode colocar o cabelo como quiser. Digo que ele deve ser copiado e não copiar. Ele tirou e começou a ver a carreira de maneira diferente na pré-temporada desse ano. Ele concordou que naquele momento da carreira, o cabelo daquele jeito prejudicava mais do que ajudava”, disse ao UOL Esporte.

“O lado brincalhão não teve essa mudança drástica. Apesar das piadas, ele sempre foi centrado no que tinha que fazer. Sempre escutou os treinadores e jogadores mais experientes. Foi muito focado nos treinamentos e jogos, mas sem perder a felicidade, que é algo fundamental. Quando ele fechou com o Botafogo dei mais uns toques nele nesse sentido. Disse para chegar devagar, na humildade. Porque ele é um menino de coração bom e está com muita vontade de vencer no Botafogo. Falei e ele entendeu: deve chamar atenção pelo futebol, não pelos adereços”, completou.

E pelo seu início no Botafogo, a mudança só fez bem a Hyuri. Com gols decisivos, ele caiu nas graças da torcida e tem sido titular na maioria dos jogos da equipe. As boas atuações chamaram a atenção da Adidas, que fechou contrato pessoal com o atacante, que ganhou até chuteira personalizada.

“Estou em um grande clube e quero fazer de tudo para dar certo aqui. Tive um começo muito bom, que até me surpreendeu. Não quero perder isso e quero ficar conhecido dentro de campo, não fora. Mas não me arrependo de nada, pois tudo faz parte de um aprendizado. Se hoje estou mais maduro é porque peguei experiências até chegar aqui”, afirmou o camisa 17.

O perfil de Hyuri não é uma surpresa para o técnico Oswaldo de Oliveira. O treinador revela bastidores da contratação do atacante e diz que a pessoa também foi analisada e não apenas o jogador de futebol.

“Antes de ser contratado, o Hyuri passou por uma avaliação da comissão técnica, que não fica restrita apenas a dentro de campo, mas fora dele também. Sabemos qual seu perfil e que ele tem condições de agregar ao Botafogo. Ele é um garoto que escuta o que falamos e quer melhorar sempre”, comentou.

O Botafogo contratou Hyuri por empréstimo junto ao Audax até o dia 31 de maio de 2014. Para renovar com o atacante, o Alvinegro terá que gastar R$ 2 milhões pelos 60% dos seus direitos econômicos – o restante ficará com o clube de São João de Meriti. A diretoria já sinalizou que exercerá esse direito, mas apenas no fim do ano, já que atravessa uma crise financeira no momento.

Fonte: UOL

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