Técnico do Botafogo em 2016 e 2017, Jair Ventura guarda boas recordações. Filho do ídolo Jairzinho, ele chegou ao clube como estagiário, foi auxiliar de preparação física e auxiliar-técnico, teve jogos como interino até ser efetivado como treinador em 2016, ano em que o time se classificou para a Libertadores.

No ano seguinte, o Botafogo fez boas campanhas e chegou às quartas de final da Libertadores e semifinal da Copa do Brasil, mas não conquistou títulos nem a vaga na Libertadores via Campeonato Brasileiro. O treinador foi para o Santos em 2018, ano em que também trabalhou no Corinthians e foi vice-campeão da Copa do Brasil.

Em entrevista ao Canal do TF, Jair Ventura resumiu seu sentimento pelo Botafogo.

– O Botafogo foi o clube que meu pai jogou por 13 anos, trabalhei por 10 anos, tenho carinho gigante, clube que admiro, me formou. A palavra parece que não, mas é carinho e gratidão. Se era hora de ter saído ou não era (no fim de 2017), se fui demitido (no fim de 2014), nada apaga o que sinto, por ter me formado como uma pessoa melhor e hoje ser um treinador de futebol, graças ao Botafogo – afirmou o técnico, que fez um pedido para quem o avalia.

– Me definir é muito difícil, deixo para cada um tirar sua conclusão. Somos responsáveis pelo que queremos falar, não pelo que interpretam. Falei tudo do meu coração, em nenhum momento quis desrespeitar o clube que formou como treinador e como pessoa. Entrei em 2008 como estagiário e saí totalmente diferente graças ao Botafogo. Para quem não esquecer o que falei ou não aceita, tudo bem, peço que coloque na balança o que vivemos juntos em 2016 e 2017 para tirar sua conclusão. Mesmo entendendo o que eu falei. Mesmo sem ter um grande título, falam que resgatamos, enchemos estádios e fizemos campanhas dignas de clube como o Botafogo – acrescentou.

Atualmente sem clube, Jair Ventura preferiu não responder se tem o desejo de retornar o Botafogo por questões éticas.

– Hoje falar sobre isso seria falta de respeito com o Paulo (Autuori). Não gostaria que outro treinador falasse se fosse comigo. Vou ter o maior prazer de responder isso no dia que não houver treinador no clube, hoje não seria legal da minha parte – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do TF