Aos 9 minutos do segundo tempo, o volante Jean foi substituído pelo atacante Erik. Claramente, era uma tentativa de Zé Ricardo em buscar o empate para o Botafogo diante do Bahia, em pleno Estádio Nilton Santos. O volante vinha bem e a torcida não perdoou o treinador, com vaias. A derrota por 1 a 0 só ajudou a aumentar o tamanho destas vaias.

Jean vinha de lesão e ainda não estava 100% fisicamente, sem ritmo de jogo, e sua substituição já estava programada pelo treinador e pelo preparação física do alvinegro.

“Se o Matheus Fernandes tivesse condição de jogo, não sei se eu viria para o jogo. O combinado, mesmo que tivesse ganhando ou perdendo o jogo, era que eu sairia com 10 ou 15 minutos do segundo, pra nao forçar tanto (…) a substituição do Zé foi bem justificável”, explicou o volante.

A pressão da torcida está enorme. A equipe não vence há quatro rodadas no Brasileirão. Para o volante Jean, resta agora trabalhar ainda mais.

“Já fica com um gosto ruim em relação a derrota dentro de casa. Não é normal a gente perder pontos aqui no Nilton Santos, mas a gente fica chateado porque você tá ali dentro, correndo, dando a vida, mas quando vê que o resultado não é o que você espera, e escutar vaias, é um pouco pesado. Porem, nós entendemos o torcedor, que vem aqui pra ver espetáculo, acima de tudo uma vitória, que o time tenha garra, tenha vontade (…) é que nem o Zé falou. O mais fácil seria a gente chegar e chutar o balde. Mas o mais díficil é o que a gente tá tendo que fazer, ter que erguer a cabeça”, disse ele.

Exemplos de jogos a serem seguidos

O Botafogo não tem jogado bem, como os próprios jogadores e comissão técnica afirmaram. Para que a equipe volte a engrenar, alguns jogos podem servir como exemplo para esta necessária mudança de postura dentro de campo, segundo o volante alvinegro.

“O que a gente tem que trazer à tona todos os jogos é o espírito que a gente teve contra o São Paulo, contra o América, aqui dentro. São jogos que demonstram quem nós somos. Eram jogos difíceis, em que estávamos em situação de pressão, quando a gente conseguiu manter o nosso foco e se entregar dentro de campo. Não tem como ficarmos dando justificativas agora, estamos na reta final do campeonato. Se age ficar falando, falando e chegar dentro de campo e não fizer, vai chegar no fim do ano tudo muito pior do que a gente espera”.

Fonte: Esporte 24 Horas