A prisão por dois dias de Jobson, no último final de semana, deu início a uma corrida contra o tempo para salvar o futuro do jogador. As acusações por dirigir alcoolizado e desacato a autoridade, em Conceição do Araguaia, no Pará, serão usadas para sensibilizar à Fifa sobre as consequências que a suspensão de quatro anos aplicada ao atacante por se recusar a fazer um exame antidoping, em 2014, acarretarão.
Segundo o advogado Bichara Neto, que trabalha na defesa de Jobson, as autoridades responsáveis por julgar o caso do atacante terão em mãos um parecer mostrando o “mal que a suspensão tem causado a ele”. A ideia é acelerar uma decisão sobre o tema, tendo em vista que seu cliente tem um histórico conturbado.
Correm de forma separa dois recursos pedindo a liberação de Jobson para voltar a jogar futebol. O primeiro, no Comitê de Apelações da Fifa. O segundo, na Corte Arbitral do Esporte (CAS, da sigla em francês).
Numa última reunião com dirigentes do Botafogo, a defesa do jogador adiantou que espera uma resolução do caso, para o bem ou para o mal, em até menos de três meses.