Invasão, cobranças e técnico na corda bamba. Há dez dias, era este o cenário do Fluminense. Agora, o drama mudou de lado. Pressionado no cargo, Eduardo Barroca tem, no clássico, uma decisão. Se o time sair de campo derrotado, a demissão é seu provável destino.

A diretoria até tem tentado segurá-lo. Mas a semana de manifestações tornou a situação insustentável. Se não entregarem a cabeça de Barroca em caso de novo tropeço, os dirigentes ficarão tão desgastados quanto ele. E isso não querem.

Esta semana, foram dois protestos. O primeiro, na quarta, foi o mais tenso. Um grupo de 15 torcedores invadiu o Nilton Santos durante o treino e acuou os atletas com cobranças por melhores resultados. Foi necessário chamar a polícia para retirá-los.

Dois dias depois, nova manifestação. Desta vez em General Severiano, onde um grupo de 20 pessoas queria cobrar os dirigentes. Mas não havia nenhum membro da diretoria no local. De toda forma, o recado foi dado: embora Barroca seja o alvo, a torcida também está de olho na cúpula.

Embora o ano seja marcado pela crise financeira (motivo pelo qual a diretoria tenta evitar a demissão de Barroca e a contratação de um novo técnico), os alvinegros chegaram a brigar pelo G4 do Brasileiro. Mas o time não conseguiu manter o embalo. Nos últimos 16 jogos, foram três vitórias, três empates e dez derrotas. A equipe não só despencou na tabela (hoje é a 13º) como deu adeus à Copa Sul-americana.

Para evitar mais um tropeço e tentar salvar o emprego, Barroca terá o retorno de Joel Carli, recuperado de lesão. Com Marcinho de volta à lateral, o ataque será formado por Vinicius Tanque e Luis Fernando.

Fonte: Extra Online