Na coletiva de imprensa da última terça-feira, Esteban Conde, experiente goleiro de 34 anos do Nacional-URU, mostrou conhecimento sobre o Botafogo. Elogiou a força defensiva, a eficiência nos contra-ataques pelas laterais e citou uma deficiência do rival desta noite: a criação pela faixa central do campo. Evidenciou que o Glorioso terá um adversário consciente do que quer. Mas o que o torcedor alvinegro pode esperar da equipe de Montevidéu? Ao menos a certeza de que o artilheiro Rodrigo Aguirre, lesionado, está fora.

– Muda um pouco a postura. Normalmente há dois volantes de contenção, três meias e um atacante. Neste caso, Romero tem velocidade, faz gols, mas tem como principal característica a marcação, assim como Arismendi e Carballo. Vai ser uma equipe bastante combativa no meio, e que vai tentar a saída rápida para Viudez e Fernández criarem um pouco de fogo para Silveira. Não imagino um Nacional avassalador, mas tentando controlar o meio-campo – analisa o jornalista uruguaio Gonzalo Rochi, da Rádio Sport 890.

No Glorioso, o centroavante Roger, de dez gols nesta temporada, está confiante. Ele lembra o que amigos de outras equipes costumam dizer após duelos contra o time de General Severiano.

– Não é bom jogar contra o Botafogo. Temos amigos em outros times, e eles falam: “Vocês correm, se doam ao máximo.” Se eu estivesse do outro lado, não iria querer jogar contra nós. Éramos considerados a zebra. Azar deles de cruzarem nosso caminho. É a nossa decisão, nossa final no meio do ano. Faz dez anos que eu sonho em jogar um jogo desse – admite Roger, na expectativa pela primeira partida das oitavas de final da Copa Libertadores.

E ele conclui. Concorda com o goleiro uruguaio, mas entende que as armas alvinegras, mesmo claras, são difíceis de serem combatidas.

– Acho que temos uma característica. Desde a pré-Libertadores, somos conhecidos como um time que corre muito, se entrega. Esse é o segredo. Eu, por exemplo, tenho que marcar um volante. Temos que aproveitar as bolas paradas, contragolpear muito bem, que é o que temos feito. Se sairmos na frente, somos muito fortes – conclui.

Fonte: Terra