Oito pontos em quatro partidas. Esta era a meta de Eduardo Barroca antes da partida contra a Chapecoense. O empate sem gols diante do Verdão, na última segunda-feira, no Estádio Nilton Santos, deixou a missão ainda mais complicada. O Glorioso ficou longe do G6 do Campeonato Brasileiro e, de quebra, teve mais uma atuação sem brilho na temporada.

O primeiro tempo foi ruim para ambos os lados. O Botafogo esbarrou na marcação da Chapecoense, que se defendeu com duas linhas de quatro marcadores bem compactada e com muita pressão na posse de bola, o que dificultou a criação de jogadas por parte do Alvinegro.

No segundo tempo, a coisa mudou. Em poucos minutos, o Botafogo acertou a trave e viu um chute de Diego Souza ser tirado em cima da linha por Gum. O que prometia ser um surto de criatividade, parou na estagnação. O Glorioso não voltou a assustar e reencontrou um velho ‘inimigo’: as próprias decisões ruins. Os jogadores erraram nas questões de passe e, principalmente, último toque, perto da meta adversária.Em algumas oportunidades, o Botafogo teve a chance de criar ataques perigosos, com jogadores aparecendo em bloco, mas parou na demora para realizar os passes e em uma transição lenta. A atuação, consequentemente, foi monótona – com exceção dos lances de perigo, no começo do segundo tempo, o melhor momento do Alvinegro na partida.

– Faltou trocar passe mais rápido no 1º tempo. Não tem a ver com característica de ser rápido. Eu pedi para João e Alex não virem buscar bola no pé dos zagueiros para ficarem mais próximos à linha de frente. Tivemos sim dificuldade de fazer a transição mais rápida. A gente demorou a se ajustar nesse sentido. Na metade do primeiro tempo final a gente melhorou e no segundo tempo também – afirmou Eduardo Barroca, após a partida.

Agora, a missão de repetir a pontuação da primeira parte do turno inicial – 15 pontos – está mais difícil. Para alcançar este número, o Botafogo terá que fazer 7 pontos nos últimos três jogos do turno, contra Internacional, no próximo sábado, no Beira-Rio, Atlético-MG, no Nilton Santos, e Ceará, no Castelão.

Fonte: Terra