O Botafogo trata a Taça Libertadores como obsessão. Desde a contratação de Eduardo Barroca, o treinador e os jogadores sempre colocaram uma vaga na competição internacional como objetivo da equipe dentro do Campeonato Brasileiro. Por certo que não vale a pena para a imagem do elenco trazer à tona um discurso negativo, mas os números do Glorioso não são animadores no sentido de disputa pelo principal torneio do continente em 2020.

Sem grandes riscos de rebaixamento, o Botafogo, atualmente, ocupa uma zona intermediária na classificação. Com 27 pontos conquistados, o Glorioso é o 11º colocado. São oito pontos de distância para o São Paulo, primeiro time no G6. A distância, com 17 rodadas a serem disputadas, em tese, é alcançável, mas o desempenho da equipe contra os “concorrentes diretos” diz o contrário.

A equipe de Eduardo Barroca encontra dificuldades contra os times da primeira metade da tabela. Diante do top-10 do Campeonato Brasileiro, são 12 jogos, com três vitórias e nove derrotas. A briga por Libertadores, portanto, parece inviável quando a competitividade diante das equipes que possuem o mesmo objetivo é baixa.

Ao todo, o Botafogo possui 25% de aproveitamento nas partidas contra equipes da primeira página do Brasileirão, já que venceu Bahia, Atlético-MG e Athletico Paranaense, todas no Estádio Nilton Santos. O número traduz uma campanha de Z4. Na verdade, a porcentagem só não é pior que a da Chapecoense, lanterna, com o desempenho de 23.3% até aqui.

Nessas 12 partidas, o Botafogo marcou dez gols e sofreu 21. Em média, são 1,75 tentos levados por duelo e um número de 0,8 redes balançadas a seu favor. Na realidade, o Alvinegro, com 23 gols concedidos em todo o Brasileirão, sofreu apenas dois contra equipes da parte inferior da classificação – na derrota por 1 a 0 diante do Goiás e no triunfo de 2 a 1 sobre o CSA, ambos fora de casa.

Em termos ofensivos, os números são mais coerentes. O Botafogo fez dez gols nas equipes da parte de cima e nove nos times da segunda página da tabela. Os 19 tentos do Alvinegro no Brasileiro são distribuídos de forma praticamente uniforme. Os levados, porém, trazem uma diferença gritante.

A balança não é equilibrada. Por mais que o aproveitamento seja positivo diante da metade de baixo, os números contra a “elite” ainda estão aquém do próprio desempenho do Botafogo dentro do Campeonato Brasileiro. O resumo, portanto, é que uma briga por uma vaga na Taça Libertadores traduz uma estrada difícil de ser percorrida.

Fonte: Extra Online